9 de maio de 2010

Dia das Mães. Saudades. Algumas palavras

Costumo achar bem chato pessoas que só sabem falar e pensar no passado. Mas hoje, quando acordei e talvez pela representação do dia, a saudades me pegou com força.

Talvez seja o efeito de algum sonho que tive ou, quem sabe, em razão de alguma conjunção astral. Sei lá. O fato é que acordei com esta tal de saudade.

Tenho saudade de minha infância, de pessoas que passaram por minha vida, de amigos que não vejo há anos e de, principalmente, minha mãe.

Minha mãe. É, acho que no fundo, toda esta saudade é dela.

Às vezes penso o porque dela ter saído tão cedo da festa. De não ter ficado mais um pouco por aqui.

Poderíamos conversar mais, rir mais, contar mais histórias, ouvir mais músicas e ver mais televisão juntos. Sinto falta de pegar o telefone e ligar pra ela. De contar todas as minhas realizações, desilusões e compartilha meus medos. De ouvir suas palavras de conforto. Sinto falta de nossas brigas, quando tentava convencê-la que era, ao meu modo, feliz com a vida que tinha escolhido.

Enfim, a saudade traz apenas perguntas e infelizmente não traz respostas.

Aliás, na sua essência, a saudade traz um único questionamento, que se repete das mais diferentes formas:

Por que você foi tão cedo?
ou
Por que não ficou mais comigo?

Felizmente, a saudade também traz o prazer da memória. Seja da comunhão, de algum encontro, de alguma ligação profunda que pode ter se estendido no tempo, mas que pode, também, ter sido fortuita e efêmera.

Sei lá... Não sou nenhum especialista em saudade. Não sou um teórico. Sou apenas alguém que acordou com este sentimento. Alguém que está tentando falar, a despeito do nó na garganta.

É... A saudade é nó também. Nó daqueles que nem criança e nem gente grande consegue desatar.

Domingo. Dia das mães. Um forte abraço de urso para todos que, assim como eu, não tem mais a sua do lado pra comemorar essa data. :)

12 deixaram seu recado:

roquesanteiro 9 de maio de 2010 12:06  

Que texto ótimo. Um forte abraço para voce tambem.

Anônimo,  9 de maio de 2010 12:15  

Ai, que lindo! (((((abraça bem forte))))

Beijo.

Camile.

AleX nObre ® 9 de maio de 2010 12:46  

Um abraço de um pato para um urso bem forte pra você, Rubens!
Lindo texto! Me fez chorar e lembrar de tudo que vivi ultimamente. Mãe só temos uma e devemos curti-la ao máximo porque a única certeza que temos é que estamos aqui por um período indeterminado.
Mas tenho certeza que apesar dela não estar mais entre nós, seu amor continua vivo e forte. Porque amor de mãe nunca acaba e é o único que comparo ao amor de Deus!
Beijos Rubinho ;*

Anônimo,  9 de maio de 2010 19:32  

Muito lindo o texto, me fez até encher os olhos de lágrimas, pois estou distante da minha mãe, mas pelo menos o que nos separam são apenas quilômetros de distância.
Abs, Rubinho!

Rafaela

thisoad 9 de maio de 2010 21:14  

Adorei o texto, Ursinho, muito lindo.. é infelizmente nossas mamães se foram... sinto saudades, mas onde quer que estejam teram orgulho da gente, com certeza.

Beijo, Ursinho

Anônimo,  9 de maio de 2010 21:15  

Obrigado por deixar meu dia das mães cada vez mais dramatico. :(

Ai que ódio, nem tenho lágrimas pra chorar e eu leio isso. Muito forte esse sentimento descrito.

Priscila Freitas 9 de maio de 2010 21:30  

Lindo o texto, emocionante! Saudade é aquela coisa que pega a gente de jeito, quando menos esperamos... Ela tem muito orgulho de você, onde ela estiver.
Também tenho saudades, apesar da minha mãe estar viva, tenho saudades de como costumávamos ser tão próximas, tão família, tão mãe e filha... o tempo passa, as coisas fogem do controle, tudo muda e nada mais é como antes. O que nos resta são as boas lembranças!
Beijão querido!

Júlia,  9 de maio de 2010 21:34  

Eu como mãe me emocionei ainda mais com suas palavras que nos mostra o verdadeiro sentido da palavra amor.É um sentimento único,insubstituível e pode ter certeza que o amor dela por você era imensurável.Sinta-se abraçado por esta mãe que tem um enorme carinho por você.
Júlia Melo Franco

Anônimo,  10 de maio de 2010 21:17  

Pena que ela nâo viveu mais para lhe ensinar algumas coisas necessárias para vida inteira. A primeira é ser honesto, e o resto não preciso citar aqui rs

Anônimo,  10 de maio de 2010 21:39  

Gente do mal deveria se engasgar com as palavras... Né Sr. Anônimo?

Amo minha mãezinha e este texto me lembrou o quanto tenho sorte de tê-la aqui comigo.

Bjo Rê

Jayme Ribeiro Filho 3 de março de 2011 09:36  

Texto emocionante e que me fez pegar o telefone e ligar para minha mãe antes mesmo de terminar de ler. Que Deus continue te dando o consolo.

Abraços

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