29 de abril de 2010

Algumas considerações sobre o último episódio de Glee (1x16 - Home)

Aviso: texto com spoilers

Antes de mais nada, quero deixar claro que curto muito a série, acho ela divertida, tal e coisa. Porém tenho total consciência de suas limitações e defeitos. O Bruno Carvalho, do blog Ligado em Série, até já escreveu um post bem elucidativo sobre isso (caso queria ler, clique aqui).

Pois bem, dito isso, gostaria de levantar alguns considerações sobre o que rolou no último episódio.

Coadjuvantes

Ontem fiz alguns comentários no meu twitter dizendo que o episódio em questão ganhou muito por não focar no casal de protagonista e por dar vazão para a story line de seus coadjuvantes. Já falei em outras oportunidades, e volto a repetir, que considero o personagem Kurt (defendido magistralmente pelo jovem ator Chris Colfer) o mais bem construído da série. Quando o show aponta os holofotes para ele, temos sempre um bom programa.

Kurt tem conflitos palpáveis. É egoísta, mimado, bondoso, amigo e está muito próximo da realidade (diferente da Rachel e suas incongruências juvenis).

Kristin Chenoweth


Precisamos levar em consideração que a Kristin é uma atriz oriunda dos palcos, da Broadway. Lugar que, para muitos, é cafona e histriônico. É nítido que Ryan Murphy construiu o episódio pensando nessa origem da artista. Tanto que as músicas, quase na sua totalidade, são originárias de espetáculos musicais.

Entretanto, acho injusto dizer que o episódio foi fraco por causa disso, como fez a Camila Barbieri diz no sua review no blog Série Maníacos.

Ela diz "passei um clássico momento de vergonha alheia durante a execução do Mash-up House Is Not A Home/One Less Bell To Answer".

OPA, péra lá!

Tivemos quase a mesma construção de cena em 1x15 (The Power Of Madonna) quando três casais entoavam a canção Like a Virgin da cantora homenageada no episódio. Quer dizer que Madonna pode? Sei que são coisas extremamente diferentes (as músicas, principalmente), mas perceba que ambas possuem a mesma intenção narrativa.

Audiência

O Fernando disse: "o Ryan Murphy realmente acha que o povo tá interessando em ver a April cantar? Por isso a audiência caiu".

Bem, como todo mundo sabe, o episódio que antecedeu a esse foi o que homenageou a Madonna. E que foi assistido por 13,51 milhões de espectadores (segundo dados da Live Plus Same Day Data). Recorde da série, até então.

Não preciso bem comentar que esse capitulo angariou uma audiência sazonal, de fãs da cantora que, comumente, não acompanham o programa, né?

Glee é um fenômeno de audiência e, principalmente, de vendas devido a simplicidade com que seus produtores rumam o barco, mas merece destaque quando sai dos trilhos do conforto e resolve ousar trazendo algo que foge daquilo que seus fãs sempre querem ver.

A série só tem a ganhar com isso.

4 deixaram seu recado:

Fernando 29 de abril de 2010 14:03  

Glee tem episódios marcantes e episódios que passam batido. Para mim, 1x16 se junta aos episódios do "Acafella" e ao primeiro episódio em que a Kristin Chenoweth participou como alguns dos que se enquadram na segunda categoria. Gosto da oportunidade do desenvolvimento da personalidade de personagens como a Mercedes e o Kurt e, para mim, foram os únicos pontos altos do episódio. Por não gostar da personagem April e pelo episódio ter se tornado um palco para ela, não será um dos que eu ficarei revendo durante a semana. Acho que há outros personagens a serem desenvolvidos dentro do próprio coral. Semana que vem a Lea Michelle, que só teve meia fala nesse episódio, volta a estrelar e a série retorna aos eixos. Isso agrada uns, desagrada outros, mas é o que tem dado certo até agora. Ousar é bom, mas os riscos da ousadia, é claro, vão dividir opiniões, como foi nesse caso. Nada mais natural.

Diego Goes,  29 de abril de 2010 15:23  

Muito boa a análise. Concordo principalmente em relação ao Kurt e a vantagem quando a série tira o foco dos insípidos Rachel e Finn.
Mas continuo a dizer que a melhor coisa de Glee é a Sue Silvester. O personagem de Kurt é o mais desenvolvido e verossímil. Concordo. Sue é um tantinho unidimensional. Mas Jane Lynch entrega uma atuação tão deliciosa que é praticamente impossível não cair de amores por ela. Quando ela está em cena, TODOS ficam ofuscados. Uma pena ela não ter voz para cantar.

E, pelo amor de Deus, Glee é daqueles programas/ filmes/ livros, enfim, cultura no melhor estilo fast-food: delicioso mas sem valor nutritivo algum.

Endim Mawess 19 de junho de 2010 09:26  

Glee é a minha serie preferida depois de cold case. E relamente foi um show que merece ser revisto

matheus,  11 de março de 2012 20:55  

queria saber o nome das musicas que eles cantao no ultimo epsodeo da 1ºtemporada

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