29 de junho de 2009

30 idéias, 6 blogueiros

A partir de uma iniciativa independente, desvinculada de interesses de grupos, ou partidos, nasce o blog "30 ideias para ajudar a causa LGBT do seu jeito".

Com o intuito de agregar novas idéias, apontar para novos caminhos que gerem efeitos sociais positivos e contribuir para o fim da inércia coletiva, um grupo de seis amigos blogueiros (Cris, o Gustavo, a Isadora, o Thiago , o Daniel e o BHY) se reuniram em prol da causa LGBT.

Com base naquilo que eles conhecem e vivenciam, pensaram em sugestões viáveis, realistas e que pudessem sair do papel e ser incorporadas ao cotidiano, onde, cada um, absorva aquilo que estiver mais próximo de sua realidade.

O A Sétima Visão apóia essa causa e deixa um banner na barra lateral desse blog.

Sintam-se a vontade para ecoar essas idéias também. Quem quiser colocar o banner com links em seus blogs ou sites, segue os códigos abaixo. É só copiar e colar.




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26 de junho de 2009

Não importa se ele é coroa, não importa se ele é garoto

No Japão, a prática do shudo, entre samurais os guerreiros passavam seus valores aos mais jovens e com eles estabeleciam relações homossexuais. O shudo foi praticado no Japão até fins do século 19.

Nos dias de hoje, as relações afetivas entre homens com grande diferença de idade continuam a causar “frisson”, mas por outro motivo: o preconceito. Começa já pelo fato de ser uma relação gay, outros vão mais longe e dizem que o preconceito também vem dos gays, às vezes, até com mais intensidade. “Meu companheiro é 19 anos mais jovem que eu, e por incrível que pareça, onde mais sinto preconceito é no próprio meio”.


Acho que atualmente os gays estão obcecados com a imagem que a mídia vende de corpos jovens, lisos e sarados, a maioria dos meus amigos acham absurdo gays maduros que curtem caras mais novos e jovems que curtem homens mais velhos, essa pressão é exercida igualmente sobre o coroa e sobre o mais jovem, embora de formas diferentes.

Sobre o mais velho, ela vem com frases como, você está sendo enganado, você está sendo usado, 'você vai acabar sendo traído, você vai acabar se dando mal; enquanto sobre o mais novo, a pressão é mais do tipo ele não vai agüentar o seu pique, não dá pra agüentar esse velho implicante, transar com esse coroa deve ser horrível, e igualmente, mas com outro sentido, “você está sendo usado”.

“A discriminação recai sobre o mais velho”, “de que a vida sexual de pessoas mais velhas termina ou deve terminar com o aumento da idade”.

Por que você não cola em mim?

Outro fator que se torna relevante nesta relação é a solidão. Afinal, ser gay é estar praticamente “condenado” a passar “sozinho” pela maturidade ou velhice? Não pode o gay mais velho arranjar um cobertor de orelha? A tendência da maioria dos coroas gay é ficar sozinho ?. Muitos pensam em começar com alguém, mas cadê essa pessoa?.

“A vida está aí, as oportunidades estão aí, basta a você ser menos exigente, deixar um pouco as fantasias de lado, a dificuldade, às vezes, está nos próprios coroas: “Pessoas mais maduras já sofreram desamores e têm medo do sofrimento”.Existem gays que estão por volta dos 40 anos e já comportam-e como velho – e muitos gostam de homens ainda mais velhos, e mesmo assim estão sozinhos.

No caso do gay, a situação se agrava por conta do preconceito e do afastamento ou mortes dos familiares.

No entanto, a vida dos gays mais velhos pode ser bem animada – e parte disso se deve justamente às relações intergeracionais:

Existe uma parcela considerável de jovens gays que se sente atraída sexualmente por homens bem mais velhos, que estão além da faixa dos 40 até 80 anos de idade. Enfim a quantidade de caras que curtem homens maduros é muito grande mesmo. É só saber procurar, É claro que existem os aproveitadores, mas acho que não dá pra generalizar. Seria o mesmo dizer que, depois de uma certa idade, um homem não tem mais nada a oferecer.

Cada caso é um caso, provavelmente, o jovem que gosta de coroas, em algum momento da vida, emparelhou estimulação sexual com uma pessoa de idade mais avançada, e talvez o fato de sentir-se protegido, ter uma melhor condição financeira, ficar com um homem mais experiente são interpretações que não esclarecem a causa. São, na verdade, conseqüências.

Não me interessa se ele é coroa.

E muito saudável a relação intergeracional, pois é mais uma das infinitas possibilidades do ser humano se relacionar. Afinal, o que caracteriza a vida é a diversidade em todas as suas áreas. E que diversidade – que o digam Zeus e Ganimedes, e o cancioneiro popular já diz que:

Não importa se ele é coroa, panela velha é que faz comida boa!!!!

*retirado do blog Olhar Masculino

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24 de junho de 2009

A intolerância mais abjeta

O ótimo artigo do João Ximenes Braga, no Globo do último domingo, em defesa da liberdade sexual e que lhe rendeu um punhado de agressões pela internet.

É pena.

Aliás, o texto é ouro puro. Leia (ou releia) a seguir:

A revolta dos perdigotos

Por João Ximenes Braga

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral. Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.

É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.

Saiu do blog do Ancelmo Gois

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