20 de abril de 2009

MUNDO MODERNO 17

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18 de abril de 2009

Concurso Literário Revista Piauí

Todos os meses a Revista Piauí, promove um concurso literário, onde a partir de uma simples frase, o participante desenvolve um trabalho dando forma e um novo sentido a mesma.

Na edição 31 da revista (março/2009), o vencedora foi a carioca Cynthia Neves e com menção honrosa para o trabalho de Salathiel Westphalien de Souza de Joinville, ambos, que vocês podem ver a seguir.

A VENCEDORA

A TRAGÉDIA DA FAMÍLIA SAMSA
Cynthia Neves



MENÇÃO HONROSA

DE VOLTA PARA A CASA DE PAPAI
Salathiel Westphalien de Souza

Estimado Papai,

Espero que esta o encontre bem e com a saúde de sempre. Como estão as coisas por aí? Longe de casa, fico ansioso por notícias de todos.

Aqui há poucas novidades. A vida segue com a rotina de sempre. Acordo bem cedo para cumprir minhas obrigações, na companhia dos meus colegas. Em grupo o trabalho parece fluir mais facilmente e agradeço pela companhia que tenho.

A cidade anda cada vez mais movimentada, o que significa trabalho aumentado. Não é raro eu pular o almoço e acabar jantando pouco antes de me deitar. Não me queixo. Sei bem o que devo fazer e me realizo com o meu ofício.

Gosto do contato diário com as várias pessoas que cruzam meu caminho, porém sinto que estou chegando ao fim da minha tarefa por aqui. É claro, eu sabia que este estágio não duraria para sempre. Mesmo assim, sinto um calafrio. Mudanças geram temores. E por menores que sejam, elas nos incomodam.

Em breve chegará o momento de voltar para casa, junto do Senhor. Não quero deixá-lo magoado, pensando que tal idéia me desagrada. Mas sentirei falta do convívio com as pessoas que me cercam. Sentirei falta das paisagens daqui, dos aromas, dos costumes locais.

Querido Pai: você me perguntou recentemente por que eu afirmo ter medo de você. Não é fácil definir. Medo talvez não seja o termo mais correto. Seria admiração excessiva? O medo da frustração de talvez não conseguir ser tão perfeito quanto o Senhor?

Os que o conhecem sabem muito bem: é poderoso, eloquente, sabe comandar seus muitos empregados. É rígido e disciplinador. Sabe respeitar-se e exigir o respeito que merece. É sábio em tudo, sabendo ministrar a dose exata de justiça e bondade, dando a cada um o que merece, caso a caso.

Assim sendo, eu é que pergunto: como não ter medo, respeito, admiração? Sua imagem está em minha mente, seu olhar me acompanha dia e noite. Às vezes chego mesmo a ouvir a sua voz, a sua respiração.

Espero que eu dê conta do recado e possa ser o filho que o Senhor sempre quis. De minha parte, faço o possível e o impossível. Há dias em que me ocupo realizando verdadeiros milagres, para que eu possa cumprir fielmente o que sempre me pediu.

Falo muito do Senhor para as pessoas que se aproximam de mim. Elas ficam felizes, pois reconhecem que a gente só fala das pessoas ou coisas de que se gosta muito. Há também quem não acredite que um pai possa ser assim tão bom. Mas fazer o quê?

Como eu ia dizendo (ou escrevendo), em breve não terei mais o que fazer por aqui. Já fiz quase tudo que me foi exigido. Mais algumas tarefas e estarei livre. Realmente são coisas que somente eu poderei realizar e isso adia o meu retorno.

Em algumas semanas espero voltar para casa, encontrar o Senhor e toda a nossa família. Peça ao Gabriel que deixe meus aposentos em ordem, pois a viagem será extenuante e é quase certo que chegarei morto de cansaço.

Sem mais, sinta nesta missiva o adiantado abraço que espero dar-lhe em nosso próximo encontro.

Do seu filho amado,

Jesus

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Os interessados em participar do concurso devem enviar um texto inédito com o máximo de 3.160 caracteres. Os textos deverão ser enviados à redação até o dia 21 de abril para o e-mail: encaixe@revistapiaui.com.br, com nome e sobrenome do autor, cidade e estado de procedência.

A frase escolhida para o próximo mês abre o prefácio escrito por F. Nietzsche para o seu O Anticristo: “Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo.”

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17 de abril de 2009

Ainda sobre Susan Boyle e mais algumas coisinhas

Pra encerrar de uma vez esse assunto sobre o “Fenômeno Susan Boyle”, indico um belo artigo (em inglês), onde o editor exemplifica - e explica - como funciona o processo de construção de um (reality?) show.

Num trecho, traduzido pelo jornalista Pablo Villaça, o editor diz:

"Susan Boyle de Blackburn, West Lothian, foi inicialmente tomada como uma piada. Mas por quê?

Por quê? Porque esta foi a história que os produtores de "Britains Got Talent" construíram ao seu redor, este é o porquê. Ela foi descoberta em um teste prévio e os produtores indubitavelmente perceberam que tinham nas mãos o potencial para um grande momento televisivo se a apresentassem corretamente - o que implicava em nos manipular para que a reviravolta tivesse maior impacto emocional. Não que Boyle não seja um talento autêntico e exatamente a pessoa que aparenta ser, mas a maneira na qual ela e sua história foram apresentadas na televisão (e no YouTube) é no mínimo tão importante quanto quem ela é na verdade."

Sabe esses programas com falso assistencialismo, onde prometem mundo e fundos para um cidadão, montam todo um arco dramático, pra com isso conquistar a audiência e que passado um ou dois dias todo mundo esquece o que viu e a emoção que sentiu?

Então. Reflita

Aliás, aproveito para salientar alguns pontos:

Em nenhum momento discuti a técnica da cantora, apenas trouxe essa informação à luz, pra elucidar na cabeças de alguns, e mostrar, que se não fosse sua “história de vida” e amaneira como conduziram a sua apresentação (cara feia do público, jurados chacoteando a candidata, acordes musicais no momento certo, bla, bla, etc) ela não teria sido classificada e tão pouco teria sido esse fenômeno que foi.

E faço das palavras, deixadas pela leitoraZeitgeist nos comentários, as minhas:

“A ‘tia’ cantou bonito para uma canção de musical (que é escrita e elaborada para emocionar). A comoção gerada nada mais foi do que a hipocrisia ululante que sempre pairou entre a macacada de auditório (e a de twitter): é lindo "lá", porém no dia a dia, essas mesmas pessoas falam "cala boca tia" para tudo o que é diferente. E, na boa? Continuarão julgando pela aparência e a detonar, por pura inveja.”

É isso.

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Leia também, esse ótimo post do blog Escreva Lola Escreva, sobre o mesmo tema: Esta é só uma parte de mim", diz, Susan Boyle, 47

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15 de abril de 2009

Opinião : Susan Boyle e a cultura dos coitadinhos

Ontem, a performance de uma cantora no programa Britain's Got Talent, repercutiu de maneira espetacular no twitter e demais redes sociais. Porém, o que tinha de tão especial num vídeo de uma caloura cantando num reality show, dentre as inúmeras que todos os anos entram e saem desses mesmos programas?

Simples, ela era feia e sabia cantar.

A cantora em questão é Susan Boyle, uma senhora de 47 anos que possui uma história de vida marcada por percalços, tristeza e blá, blá, blá, onde ao entrar no palco gerou um sentimento controverso de platéia e júri, devido a sua aparência, que não condizia com o estereótipo típico de uma aspirante a popstar (!).

Com uma performance extremamente irregular, porém correta (ela desafinou, semitonou em vários momentos, além de encher a canção de cacoetes típicos desse tipo de apresentação), o publico veio ao delírio e começou a ovacioná-la, emocionados com o que tinham presenciado. O vídeo dessa apresentação (que aconteceu no dia 11.04) logo caiu na rede e com a velocidade de um foguete já era de conhecimento geral.

O vídeo:


Britains Got Talent 2009 Susan Boyle 47 Year Old Singer
by kj1983

Agora eu pergunto: Se ela não fosse feia, gorda, desajeita e com toda essa história de vida, teria gerado todo essa repercussão? Pois ARTISTICAMENTE falando, a apresentação dela foi extremante mediana.

Outra: Será que ela, na verdade, não gostaria de ser tratada como um igual, ao invés de ter sido classificada, no programa, apenas por ter gerado comoção e compaixão perante a audiência? Digo isso, com algum conhecimento de causa, (sou viciado nesses tipos de programas, além de ter estudado por vários anos canto lírico) que ela não teria sido classificada se simplesmente fosse uma pessoa normal(?).

Uma certa blogueira escreveu após assistir o vídeo:

“Temos vontade de ajoelhar, de pedir perdão pelo julgamento precipitado, como o júri faz em seguida”

Se ela tivesse mandado mal na apresentação? Qual seria o sentimento gerado? Risos? Vergonha alheia? Indicaria o mesmo para ser chacoteado em algum programa de auditório? Juro, não sei a resposta.

Eu questiono tudo isso, pois não vi nada demais na APRESENTAÇÃO da Susan, pelo simples fato de não ter o hábito de pré-julgar as pessoas e de ter achado que ela cantou apenas corretamente, nada que fizesse me derramar em lágrimas de emoção (olha que, como um bom pisciano, choro fácil até com comercial de tv), pois a olhei como uma potencial cantora e não me preocupei com sua aparência.

Além de acreditar de tratar-se de “preconceito inverso”, pois ela foi elevada ao status de celebridade mundial (concedendo entrevistas até para o Daily Mirror) não pelo seu pressuposto talento e sim por explorarem ad nauseam sua história de superação(?).

É isso que não concordo.

Pra comparar, segue o vídeo da apresentação do ex-vendedor de celulares Paul Potts, que em 2007 protagonizou uma história semelhante à de Susan. Entretanto, é nítida a diferença no potencial artístico e musical de ambos. Paul canta a ária "Nessun Dorma", de Giacomo Puccini perfeitamente, com um controle invejável, sem apelar para firulas e mostrando todo o seu talento.


Paul Potts Nessun Dorma de Puccini (subtitulos esp)
by drakkoalizee

Leia também: Susan Boyle e Paul Potts: quando a música nos faz chorar

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14 de abril de 2009

Vídeo com cenas reutilizadas das produções Disney

Vocês sabiam que a Disney tinha o hábito de reutilizar cenários, personagens, cenas e seqüências inteiras de outros desenhos?

Esse tipo de procedimento era adotado, no intuito de baratear e agilizar suas produções.

Segue um vídeo, com várias cenas das produções da Disney, que exemplificam bem como isso funcionava:





Dica do Wellpereti

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Encontrando uma utilidade no emaranhado de pensamentos do Twitter

A primeira reação que muita gente tem diante do Twitter é de perplexidade. Por que é que alguém desejaria ler mensagens curtas sobre aquilo que uma pessoa comeu no café-da-manhã.

A pergunta faz sentido. O Twitter libera o redator de diários que há em cada um dos seus 14 milhões de usuários, que visitaram o site 99 milhões de vezes no mês passado para ler mensagens digitadas em telefones celulares ou computadores. Analisadas individualmente, muitos dessas mensagens, ou "tweets", de 140 caracteres parecem vazias.

Mas, quando visto coletivamente, o fluxo de mensagens pode transformar o Twitter em uma ferramenta surpreendentemente útil para resolver problemas e proporcionar insights a respeito do clima do mundo digital. Ao avaliar o cérebro coletivo do mundo, pesquisadores de todos os naipes descobriram que, se procurarem analisar os comentários mundanos, as conversas ao vivo permitem que tenham uma imagem antecipada do sentimento popular - e essas conversas até ajudam a moldar esse sentimento.

Companhias como a Starbucks, a Whole Foods e a Dell são capazes de ver o que os seus fregueses estão pensando quando usam os seus produtos, e as empresas podem, assim, adaptar as suas campanhas de marketing à realidade de forma condizente.

Na semana passada, na Moldávia, manifestantes usaram o Twitter como um instrumento para promover a reunião enquanto pessoas de fora observavam os tweets dos ativistas para tentar entender o que estava acontecendo naquele país pouco conhecido.

E, no último fim de semana, a Amazon.com aprendeu como é importante responder à plateia do Twitter. Depois que um autor percebeu que a Amazon tinha reclassificado os seus livros com temas envolvendo gays e lésbicas, colocando-os na categoria "para adultos", removendo-os do seu principal sistema de busca e da classificação de vendas, irromperam protestos em blogues e no Twitter. A companhia foi compelida a responder, apesar do feriado da Páscoa, afirmando inicialmente que o problema fora provocado por uma "falha no sistema", mas mais tarde culpando "um erro de catalogação" que afetou mais de 57 livros sobre saúde e sexo.

Logo as máquinas poderão "fazer twitter" tanto quanto os seres humanos. Corey Menscher, um aluno de pós-graduação da Universidade de Nova York, desenvolveu o Kickbee, uma tira elástica com sensores de vibração que a sua mulher usava para alertar o Twitter todas as vezes que o bebê dava chutes dentro da sua barriga: "Eu chutei a mamãe as 20h52, na sexta, 2 de janeiro!". Agora, Menscher está pensando em vender o produto.

A conjugação de sensores com o Twitter faz com que algumas pessoas acreditem que o sistema poderá ser utilizado para mandar alertas de segurança para casa ou para informar ao médico quando o nível de açúcar no sangue de um paciente ou os seus batimentos cardíacos ficarem muito elevados. Esse tipo de fluxo de dados em tempo real poderia ajudar os pesquisadores da área médica.

Os médicos já usam o Twitter para pedir ajuda e compartilhar informações sobre os seus procedimentos. No Hospital Henry Ford, em Detroit, cirurgiões e médicos residentes trocaram "tweets" durante uma operação recente para a remoção de um tumor cerebral de um homem de 47 anos de idade que sofria de convulsões.

"Um pedaço do crânio está sendo removido para possibilitar o acesso à dura, o invólucro do cérebro", dizia um tweet enviado no início. Médicos residentes e leigos curiosos que acompanhavam o procedimento no ciberespaço perguntaram aos médicos que músicas eles estavam ouvindo (Loreena McKennitt, uma cantora celta), se o paciente sentia dor no cérebro (não, apenas pressão) e qual o tamanho do tumor (do tamanho de uma bola de golfe). Conforme se faz tradicionalmente no Twitter, eles marcaram todos os seus tweets com uma palavra-chave de forma que qualquer um pudesse procurar a palavra e ler o fluxo de mensagens.

"O Twitter permite que as pessoas saibam instantaneamente o que está acontecendo em relação às coisas com as quais elas se importam", diz Evan William, diretor-executivo e co-fundador do Twitter. "No melhor dos cenários, o Twitter torna as pessoas mais espertas, rápidas e eficientes".

William, juntamente com os outros fundadores, Biz Stone e Jack Dorsey, imaginaram pela primeira vez o Twitter com uma forma fácil de manter contato com aquelas pessoas que já são conhecidas.

Em 2006, quando o Twitter estava apenas começando, os três homens sentiram um pequeno terremoto em São Francisco. Cada um pegou o seu telefone para fazer um tweet sobre o fato e descobriu tweets de outras pessoas na cidade. Naquele momento, ocorreu a eles que o Twitter poderia ser mais útil para uma outra coisa - uma reportagem de primeira página, não apenas para amigos, mas para todos que a lessem.

De fato, as promessas do Twitter na área de coleta de notícias ficou mais evidente durante os ataques terroristas em Bombaim em novembro passado, e quando um avião fez uma pouso de emergência no Rio Hudson em janeiro. As pessoas estavam mandando tweets a partir do local antes que os repórteres chegassem.

A atenção recebida pelo serviço ajudou-o a quase dobrar o número de usuários no mês passado, tornando o Twitter a terceira maior rede social online, atrás do Facebook e do MySpace, segundo a Compete, uma empresa de análise da Web.

"O Twitter reverte a noção de grupo", explica Paul Saffo, o futurista do Vale do Silício. "Em vez de criar o grupo que deseja, o indivíduo envia uma mensagem e o grupo monta a si próprio".

Martin Stoll descobriu esse fenômeno pela primeira vez durante uma visita à cidade de Nova York, quando procurava um show de comédia. Minutos após ter mandado uma indagação pelo Twitter, cinco pessoas que ele não conhecia haviam recomendado shows. Pessoas que inscreveram-se para acompanhar os tweets de Stoll tiveram a pergunta dele enviada para às suas páginas de Twitter ou telefone celular, e outras que liam a comunicação Twitter ao vivo também puderam vê-la.

Stoll, fundador da GoSeeTell Network, uma companhia online de viagens, percebeu que o Twitter poderia ser um guia ao vivo para turistas em plena viagem. Ele criou o Portland Twisitor Center, ao qual milhares de pessoas perguntam onde encontrar o melhor local para um café da manhã ou um casa de café, e recebem respostas instantâneas dos funcionários do centro e de qualquer pessoa que deseje respondê-las.

As corporações muitas vezes usam o Twitter para promover vendas. A Intuit, a fabricante do QuickBooks e do TurboTax, monitora o Twitter para descobrir pessoas que estejam escrevendo sobre o Mint, um site de finanças pessoais que compete com o Quicken Online da empresa. A Intuit escreve a seguir para elas e oferece os seus serviços.

Até mesmo as pequenas empresas consideram o Twitter útil. Por exemplo, Mary F. Jenn, da True Massage and Wellness, de São Francisco, envia tweets quando os seus massagistas têm vagas abertas nas suas agendas e oferece descontos. As reservas para o spa esgotam-se frequentemente em uma questão de horas.

Mas a utilidade mais produtiva do Twitter tem sido para aquelas empresas que desejam escrutinar as mentes dos seus clientes, lendo as suas reações imediatas a um determinado produto. A Dell percebeu que os clientes estavam reclamando no Twitter de que o apóstrofo e as teclas de retorno estavam próximas demais no laptop Dell Mini 9. Assim, a Dell consertou o problema no Dell Mini 10.

Na Starbucks, os clientes costumavam reclamar deixando notas em uma caixa de sugestões. Agora eles podem também enviar as suas reclamações ou sugestões via Twitter, onde Brad Nelson, que redige as atualizações da companhia para o Twitter, acompanha o que as pessoas estão dizendo sobre o Starbucks online.

No mês passado, emergiram boatos de que a Starbucks não mandaria mais café às tropas no Iraque como protesto contra a guerra. Nelson acabou com a boataria, enviando o seguinte texto via Twitter: "Isso não é verdade. Obtenha os fatos concretos aqui", com um link para a resposta da Starbucks ao boato.

Alguns programadores estão criando instrumentos para ajudar as companhias a acompanhar o que a população diz. Akshay Java, cientista da Microsoft, está tentando descobrir uma forma de identificar que especialistas são mais influentes em determinados tópicos, analisando automaticamente o conteúdo dos seus tweets e o que está nas redes Twitter deles. Companhias como a Microsoft poderiam usar essas informações para descobrir que usuários do Twitter deveriam contactar para criar uma agitação em torno de um novo produto.

Porém, para que o Twitter seja realmente útil como instrumento de pesquisa, mais gente terá que começar a usá-lo. Se coletar uma fatia mais representativa daquilo que o mundo está pensando, o Twitter poderá possibilitar, por exemplo, que cientistas e acadêmicos rastreiem epidemias.

Para tornar essa tarefa mais fácil, o Twitter acrescentará em breve uma caixa de buscas a sua home page de forma que os usuários sejam capazes de procurar termos como "terremoto" ou "gripe" e receber todos os tweets sobre esses tópicos nos seus resultados.

Para continuar crescendo, o Twitter precisará obter verbas mais significativas, algo que a companhia de dois anos de idade ainda não conseguiu. Os fundadores da empresa dizem que o Twitter espera cobrar de companhias como a Starbucks por recursos que ajudam tais companhias a comunicar-se com os seus fregueses e obter mais informações a respeito dele.

À medida que a companhia utiliza os US$ 35 milhões que obteve recentemente junto a duas firmas de capital de risco no Vale do Silício - além dos US$ 20 milhões que já havia obtido - Williams enxerga sinais de que o seu serviço começou a encontrar um universo de usuários mais voltado para os aspectos pragmáticos e que representam uma parcela maior da população.

Ele dá o exemplo das pessoas que usaram o Twitter para encontrar gasolina em Atlanta durante um período de falta de combustível no outono passado. "É algo bem diferente de contar aos outros o que você comeu no café-da-manhã - e, no entanto, só funciona porque fica no mesmo local em que as pessoa falam sobre o café-da-manhã'", afirma Williams.

Fonte:UOL


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