15 de abril de 2009

Opinião : Susan Boyle e a cultura dos coitadinhos

Ontem, a performance de uma cantora no programa Britain's Got Talent, repercutiu de maneira espetacular no twitter e demais redes sociais. Porém, o que tinha de tão especial num vídeo de uma caloura cantando num reality show, dentre as inúmeras que todos os anos entram e saem desses mesmos programas?

Simples, ela era feia e sabia cantar.

A cantora em questão é Susan Boyle, uma senhora de 47 anos que possui uma história de vida marcada por percalços, tristeza e blá, blá, blá, onde ao entrar no palco gerou um sentimento controverso de platéia e júri, devido a sua aparência, que não condizia com o estereótipo típico de uma aspirante a popstar (!).

Com uma performance extremamente irregular, porém correta (ela desafinou, semitonou em vários momentos, além de encher a canção de cacoetes típicos desse tipo de apresentação), o publico veio ao delírio e começou a ovacioná-la, emocionados com o que tinham presenciado. O vídeo dessa apresentação (que aconteceu no dia 11.04) logo caiu na rede e com a velocidade de um foguete já era de conhecimento geral.

O vídeo:


Britains Got Talent 2009 Susan Boyle 47 Year Old Singer
by kj1983

Agora eu pergunto: Se ela não fosse feia, gorda, desajeita e com toda essa história de vida, teria gerado todo essa repercussão? Pois ARTISTICAMENTE falando, a apresentação dela foi extremante mediana.

Outra: Será que ela, na verdade, não gostaria de ser tratada como um igual, ao invés de ter sido classificada, no programa, apenas por ter gerado comoção e compaixão perante a audiência? Digo isso, com algum conhecimento de causa, (sou viciado nesses tipos de programas, além de ter estudado por vários anos canto lírico) que ela não teria sido classificada se simplesmente fosse uma pessoa normal(?).

Uma certa blogueira escreveu após assistir o vídeo:

“Temos vontade de ajoelhar, de pedir perdão pelo julgamento precipitado, como o júri faz em seguida”

Se ela tivesse mandado mal na apresentação? Qual seria o sentimento gerado? Risos? Vergonha alheia? Indicaria o mesmo para ser chacoteado em algum programa de auditório? Juro, não sei a resposta.

Eu questiono tudo isso, pois não vi nada demais na APRESENTAÇÃO da Susan, pelo simples fato de não ter o hábito de pré-julgar as pessoas e de ter achado que ela cantou apenas corretamente, nada que fizesse me derramar em lágrimas de emoção (olha que, como um bom pisciano, choro fácil até com comercial de tv), pois a olhei como uma potencial cantora e não me preocupei com sua aparência.

Além de acreditar de tratar-se de “preconceito inverso”, pois ela foi elevada ao status de celebridade mundial (concedendo entrevistas até para o Daily Mirror) não pelo seu pressuposto talento e sim por explorarem ad nauseam sua história de superação(?).

É isso que não concordo.

Pra comparar, segue o vídeo da apresentação do ex-vendedor de celulares Paul Potts, que em 2007 protagonizou uma história semelhante à de Susan. Entretanto, é nítida a diferença no potencial artístico e musical de ambos. Paul canta a ária "Nessun Dorma", de Giacomo Puccini perfeitamente, com um controle invejável, sem apelar para firulas e mostrando todo o seu talento.


Paul Potts Nessun Dorma de Puccini (subtitulos esp)
by drakkoalizee

Leia também: Susan Boyle e Paul Potts: quando a música nos faz chorar

31 deixaram seu recado:

Maria Carolina 15 de abril de 2009 11:12  

Não concordo :D Acho que o sentimento ao ver a Susan cantando bem é similar ao de ver um cachorrinho fazer uma graça como abrir a porta da geladeira. Gostamos de coisas inesperadas! A escolha da música ajudou muito. Paul Potts é um chato. Chega de frases curtas. Falar que ela "semitonou" é pura viadagem sua. heheh

Rubens Oliveira 15 de abril de 2009 11:26  

"o sentimento ao ver a Susan cantando bem é similar ao de ver um cachorrinho fazer uma graça como abrir a porta da geladeira" Q?

E sobre a viadagem? Eu sou o que caralho? hauahauhauahuahaua

Gôgui 15 de abril de 2009 11:27  

Eu não entendo nada de canto lírico e nunca procurei nada sobre o assunto. E como leigo, a única coisa que posso dizer é que me emocionei bem mais com o Potts do que com a Susan ;]

Wellington Pereti 15 de abril de 2009 11:28  

O ser humano tem mania de pré julgar tudo. Pq a feia e gorda não pode cantar bem? Pq o feio de oculos de fundo de garrafa nunca é denominado como inteligente e sim como nerd? Pq o gordinho só se fode no final? Pq os viados são sempre visto como afeminados?

Rubens Oliveira 15 de abril de 2009 11:30  

Por que todos esses tipos, que o Well citou, precisam sempre ser os melhores em tudo pra serem "reconhecidos"??

Reflitam

Samantha 15 de abril de 2009 12:17  

Concordo plenamente, ate falamos disso no twitter. Ela cantou bem, nao conheco nada de canto lirico, achei a voz dela muito lindinha.

E de que blogueira q julga pela aparencia vc esta falando hein?rs Eh uma que acha q TODO MUNDO pensa como ela? hahahaha

Bjus

tommie carioca 15 de abril de 2009 12:38  

Emoções à parte, porque afinal cada um se emociona com o que quer, acho os dois (Paul Potts e essa moça) uma grande piada desse programa. O Raul Gil era mestre em fazer isso, transformar vozes horrendas (sem técnica e sem qualidade artística) em "estrelas", como fez com aquela estranhíssima Liriel. Quem conhece canto sabe que esse Paul tremendo a cabeça pra fazer vibrato é das coisas mais toscas e bizarras. Esse pessoal, assim como Il Divo e Sarah Brightman, é invenção da máquina do show business. Se alguém que se emociona com isso for um dia assistir uma ópera vai ouvir coisas bem melhores.

Nicéias 15 de abril de 2009 14:24  

Achei que a moça cantou bem. Mas a tua análise é bem interessante. Gostei. =)

[o que não quer dizer que eu concorde.]

Rubens Oliveira 15 de abril de 2009 14:28  

Mas é isso que torna tudo mais interessante, Nicéias.

Concordar com tudo e sempre deve ser muito chato! :-)

Obrigado pela visita!

Flávio Amaral,  15 de abril de 2009 16:35  

Finalmente alguém simplesmente falou. Semitonou, sim, e desafinou horrivelmente em pelo menos dois momentos, além de ter se espremido em outros tantos - e de ter um vibrato pra lá de chato. Cantora mediana, acho que com ajuda pode melhorar muito. Que essa oportunidade lhe apra esta porta: aperfeiçoamento. No mais, o mais incrível que achei nela nem foi a voz, mas o bom humor no início da apresentação.

Gilberto,  15 de abril de 2009 17:06  

Pois é, e SE a tia gordinha, solteirona, feia, coitada chegasse lá no placo e mandasse mal? Ela simplesmente estaria juntando-se a tantas outras com perfil parecido e que tem o mesmo destino: voltar pro anonimato.
É um concurso de talentos, muito mais gente - bonita ou feia, pobre ou rica - manda mal do que manda bem. E isso não quer dizer talento pronto, supremo, irretocável... Era só o que faltava mesmo esperar essa perfeição de uma pessoa que nunca teve a chance de se expressar devidamente ou de colocar isto à prova, né?
Que bom que a colocação foi "a mídia explorar ad nauseam sua história de superação(?)"... Ou então, qual era a alternativa para a Tia Susan? Fazer a "milionária excêntrica"? Dizer que dispensou 3 membros da Realeza e que o David Beckham e o Guy Ritchie vivem saindo no tapa por ela? Que a NASA não para de mandar propostas milionárias?
Mas eu entendo que a vida real dos outros possa, em casos assim, parecer "apelativa" quando ela diverge muito da nossa própria...
É muito E SE, E SE, E SE, né gente?
Como diz meu parceiro: se o cavalo falasse, ele me dava Bom Dia.

Anônimo,  15 de abril de 2009 17:27  

O que estava em jogo ali eram uma série de preconceitos.
Semitonada ou não, isso não interessa.
A apresentação foi muito emocionante e quantas cantoras super afinadas não conseguem arrancar um pingo de emoção da platéia? Parecia que naquele momento ela agarrou "o dream" dela, finalmente.
Discutir afinação frente a um turning point na vida de uma pessoa...ah, isso é muito pouco.
Get real people. Ficar discutindo técnica frente a um exemplo desse?
Quanta amargura!!! Que vidinha hein...

Gustavo,  15 de abril de 2009 17:42  

Se vc é viciado nestes programas e estudou canto lírico por anos, deve entender pq leigos como eu se impressionaram tanto com o canto dessa mulher. O que potencializa isso é a expectativa. Quando o vídeo começa, a gente não espera muita coisa. No máximo alguém pode pensar brincando: "só falta ela arrasar na voz". Mesmo assim, quando ela começa a cantar, mostra algo tão maior do que a expectativa que quebra nosso pensamento ao meio. De uma simples mulher feia, gorda, desajeitada, ela vira de um segundo para outro uma emocionante cantora. O que pega nesse vídeo é que ele reverte subitamente a imagem que formamos, essa é a reação que as pessoas querem compartilhar. Acho que a maioria das pessoas que indica esse vídeo a outro não fala "veja, vc vai se emocionar com a história de superação dessa mulher", e sim "veja, vc vai ter uma surpresa". As pessoas gostam de surpresas quando provocam uma reação de algo negativo para algo positivo.

Andre Luis Aquino 15 de abril de 2009 18:12  

Susan Boyle, o dia nem tinha começado pra mim, e meus olhos ainda sensíveis a luz fitaram aquela moça de 47 anos, que pareciam ser alguns mais, desempregada, sem namorado, de pé dizendo que ia cantar.A platéia riu debochada desdenhando de sua aparência, de sua idade maior do que a maioria dos calouros, pensavam que ela era só mais uma daquelas “freaks”, que é a palavra em inglês usada para humilhar as pessoas, para chamá-las de estranhas, de aberração, de anormais.É a miopia emocional humana que ao ver aquela moça simples soltou um murmúrio de incredulidade que percorreu friamente todo o auditório .Mas quando ela cantou “I dreamed a dream” do musical “Les miserables” todos ficaram arrebatados...e eu, eu chorava muito, porque vi ali tantas, tantas pessoas, sonhadoras, tantas mulheres que merecem amar e vencer...eu vi nela o símbolo verdadeiro do que é ser um ser humano.... quando estamos falando de arte, e de sobrevivência, o ser humano pode tudo.Meu Deus como eu chorava de soluçar. Ao fim da canção eu estava até meio fora de mim, ouvi o jurado dizendo "Quando você entrou aqui, todos riram; agora ninguém mais está rindo. Estamos todos impressionados”.
Há dez tem como companheiro apenas seu gato “Peebles”. Nunca teve namorado, não era socialmente aceita no colégio. Caçula de uma família de nove irmãos, Susan nasceu de um parto complicado em que sofreu falta de oxigenação, deixando-a com uma grave sequela: dificuldades de aprendizado. Por conta disso, tornou-se alvo de chacotas e brincadeiras maldosas de outras crianças quando frequentava a escola. Cresceu, envelheceu e teve na música o seu único alento na vida. Porém, com problemas de auto-estima, nunca apostou em seu talento natural. Inscreveu-se, enfim, para participar do programa dois anos após a morte de Bridget, sua mãe, em 2007. Ela era fã do programa e dizia que, se um dia Susan fizesse sua inscrição no reality show, seria vencedora. Disse Boyle: “Eu nunca acreditei que era boa o suficiente. Foi só após a morte de minha mãe que tomei coragem para fazer minha inscrição. Foram tempos difíceis, sofri de depressão e ansiedade. Mas após a escuridão vem a luz. Queria que minha mãe tivesse orgulho de mim, e a única maneira de fazer isso foi correndo o risco de participar do show”
Obrigado Deus por me dar um coração sensível, e um sentimento que me acompanha desde tempos imemoriáveis no espírito, nesse momento minha alma brilha, minha alma brilha, minha alma brilha......

Bijou 15 de abril de 2009 19:20  

Eu sou formada em música, e sou cantora também. Estudo canto erudito há muitos anos e sei reconhecer de longe quando um cantor é medíocre, quando a performance é falha etc. e tal.

Porém, música é arte e arte é sobre sentimentos. Pode ter sido crucial sim, o fato da cantora em questão ser o oposto estético ao esperado e ter surpreendido a todos com uma boa performance, mas diante do impacto que a música como forma de arte e expressão gera nos corações torna-se totalmente dispensável a análise técnica da perfomance no caso em questão.

Afinal, ela não fez feio. E daí se semitonou? E daí se desafinou, e daí se a voz estrangulou? O que eu vi ao assistir o vídeo foi o impacto da surpresa. Foi uma senhora feia e desajeitada ter coragem, talvez pela primeira vez na vida, de dar a cara à tapa dessa forma e contra todas as expectativas fazer uma performance que emocionou a todos. E sem a ajuda valiosa de uma embalagem impecável para alavancar suas chances. A identificação com qualquer um que tenha um sonho muito difícil de alcançar é imediata.

E tenho que dizer que me emocionei ainda mais ao ler a estória dela contada pelo colega que comentou acima.

E daí se tecnicamente não foi perfeito? Ela cantou com a alma, ali, exposta, de coração aberto. Deu seu recado. Com certeza foi mais importante e mais marcante para o programa e para todos que assistem esses shows (eu, inclusive) do que a série interminável de rostos bonitos que sempre estão por lá.

Zeitgeist_Sylphide_Gamzatty 16 de abril de 2009 08:33  

A "tia" cantou bonito p/ uma canção de musical (que é escrita e elaborada p/ emocionar).
A comoção gerada nada mais foi do que a hipocrisia ululante que sempre pairou entre a macacada de auditório ( e a de twitter): é lindo "lá", pois no dia a dia, essas mesmas pessoas falam "cala boca tia" para tudo o que é diferente.
E, na boa, continuarão julgando pela aparência e a detonar, por pura inveja.
A propósito, lindo saber que vc estudou canto lírico. :-)

Rafael 16 de abril de 2009 11:44  

ola...passei por acaso no seu blog, parei e admirei a capacidade com que escreve. Poucas pessoas são tão claras dentro desse universo de blogs.

Enfim, sobre o post, quero fazer a ressalva que tb não vi nada demais na apresentação da senhora. Paul Potts sim havia me emocionado, oq não aocnteceu qdo adquiri o seu CD, e vi novas apresentações. Percebi algo meio "plastificado" nele, e o dente concertado deu uma impressão diferente do jovem que emocionou a muitos. Coisas da mídia.

Abração, parabéns pelo blog...

Diógenes de Souza 16 de abril de 2009 20:57  

Não concordo com tudo o que você diz. Mas o momento não deixa de ser emocionante, no mínimo.

Abraços.

uomini 17 de abril de 2009 12:45  

Matou a pau! Excelente argumentação.

Vinício dos Santos 17 de abril de 2009 17:15  

que a televisão vende uma reviravolta na questão da Susan, isso é fato, e não é só uma: você pode gostar da forma como o público tem que engolir o cinismo, como os jurados ficam maravilhados ou como a própria Susan, que sabe Deus que condições de vida tem, sob num palco e canta.

Manobra da televisão ou não, o esforço e a superação delas são honestos - e a ovação do público e dos jurados é parte do show.

agora, esse papo de "pq ela desafina aqui" e "um semitom ali" e o que seja é um comentário bastante elitista. Um tenor renomado não teria emocionado as pessoas ali, porque o que estava em jogo não era a habilidade impecável ou não de quem cantava.

Anônimo,  26 de abril de 2009 08:39  

Teu discurso eh semelhante ao dos fariseus, os "sabidos" que julgam com "olho clinico", mas que revelam despeito, soberba, arrogancia. Soh falar que "estudou" canto lirico nao te qualifica perante esta audiencia. O dia que te ver "cantar", e o seu cantar for tecnicamente perfeito, nas palavras de outros cantores reconhecidos, aih acho que vale a pena voltar a ler algo teu. Ateh lah, acho que estas tratando de mostrar-se... uma estrategia feia e velha.

Anônimo,  26 de abril de 2009 22:43  

Estudou canto lírico?Ótimo!!
É afinadissimo?
Não semitonea nunca?
Que máximo!!
Sobe em um palco e consegue emocionar a todos??
Vc então é um genio!!
Vou fechar o parque do Ibirapuera pra sua apresentaçao mas caso não me comova ou ao público que la estiver;Te mandarei com uma única passagem só de ida pra Sibéria sem agasalho algum!E seu companheiro será um leão ao invés de um gato manso igual o da Susan!
Larga de ser invejoso!
Sou cantor profissional conhecido no brasil todo e queridíssimo pela maioria!!Estudei canto lírico tb.Subir em um palco e conseguir emocionar alguém, e´fodaaaaaaaaaaa bicho!Ai vc me vira e fala que a mulher desafinou?semitonou? Ah vá pra puta que pariu!! Pava.. da porra!Nao entro mais nessa merda de blog pra ler comentário igual ao seu , seu porra!Seu inútil!!
Merda igual a vc tem que ter blog mesmo porque não tem coragem nem dom,nem moral pra subir em cima de um palco e cantar pois sabe que não vai emocionar ninguem ai inventa uma merda de blog e mete pau nos outros, seu porra!
Vire humano, vire gente!! Se tivesse nascido e tido todos problemas e represárias que ela teve em sua vida toda;Vc nem vivo estaria hoje! Pois é um cara invejoso,salgado e de mal com a vida por isso se mate!Pare de dar opinião sem nexo; Que detalhe mais fulero o seu! Tiazona detonou!Pode desafinar o quanto for pois pago pra ir ao show dela e nunca iria ao seu!Seu insensível de merda!
Me desculpem comentaristas meus erros de portugues ou palavriados no qual me expressei aqui;Mas fiquei revoltadíssimo e acredito que não vao colocar enfase aos meus erros!Mas foi somente um desabafo e nao aulas de portugues a não ser que tenha outro além do cantor lírico rs ou cantor ILÁRIO KKKK e agora aparecer professor de portugues, so o que me faltava!abraço a todos!!

Anônimo,  26 de abril de 2009 23:52  

A Susan tem CARISMA; Voce a cara-de-pau pra escrever merda !!
A Susan tem ESTRELA e LUZ própria;Voce, somente uma VELA velha que nao consegue nem iluminar seu rosto ou sua alma penada!
a Susan tem TALENTO vc TA LENTO na vida!!
A susan ama a VIDA e a VIDA a ama!
Voce corre atras da VIDA e a VIDA corre de voce!
A Susan tera´SUCESSO voce somente uma FAMA de minutos em um blog!
Vc canta lírico e liro liro rs a Susan encanta ate os desafinados!
Por isso prefiro a Susan feia desafinada invés do cantor lírico invejoso que nem o chuveiro aguenta mais ouvi-lo!

Maria Wanda 23 de maio de 2009 09:12  

susan voce foi fantastica isso mostra como as aparencias se enganamnuncajulgue uma pessoa pela aparencia sua luz estava escondida dentro de vc hoje e um brilho eterno adoro ouvir seu vidio bjs boa fama amei voce sua voz seu humor fantastico....

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