17 de abril de 2009

Ainda sobre Susan Boyle e mais algumas coisinhas

Pra encerrar de uma vez esse assunto sobre o “Fenômeno Susan Boyle”, indico um belo artigo (em inglês), onde o editor exemplifica - e explica - como funciona o processo de construção de um (reality?) show.

Num trecho, traduzido pelo jornalista Pablo Villaça, o editor diz:

"Susan Boyle de Blackburn, West Lothian, foi inicialmente tomada como uma piada. Mas por quê?

Por quê? Porque esta foi a história que os produtores de "Britains Got Talent" construíram ao seu redor, este é o porquê. Ela foi descoberta em um teste prévio e os produtores indubitavelmente perceberam que tinham nas mãos o potencial para um grande momento televisivo se a apresentassem corretamente - o que implicava em nos manipular para que a reviravolta tivesse maior impacto emocional. Não que Boyle não seja um talento autêntico e exatamente a pessoa que aparenta ser, mas a maneira na qual ela e sua história foram apresentadas na televisão (e no YouTube) é no mínimo tão importante quanto quem ela é na verdade."

Sabe esses programas com falso assistencialismo, onde prometem mundo e fundos para um cidadão, montam todo um arco dramático, pra com isso conquistar a audiência e que passado um ou dois dias todo mundo esquece o que viu e a emoção que sentiu?

Então. Reflita

Aliás, aproveito para salientar alguns pontos:

Em nenhum momento discuti a técnica da cantora, apenas trouxe essa informação à luz, pra elucidar na cabeças de alguns, e mostrar, que se não fosse sua “história de vida” e amaneira como conduziram a sua apresentação (cara feia do público, jurados chacoteando a candidata, acordes musicais no momento certo, bla, bla, etc) ela não teria sido classificada e tão pouco teria sido esse fenômeno que foi.

E faço das palavras, deixadas pela leitoraZeitgeist nos comentários, as minhas:

“A ‘tia’ cantou bonito para uma canção de musical (que é escrita e elaborada para emocionar). A comoção gerada nada mais foi do que a hipocrisia ululante que sempre pairou entre a macacada de auditório (e a de twitter): é lindo "lá", porém no dia a dia, essas mesmas pessoas falam "cala boca tia" para tudo o que é diferente. E, na boa? Continuarão julgando pela aparência e a detonar, por pura inveja.”

É isso.

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Leia também, esse ótimo post do blog Escreva Lola Escreva, sobre o mesmo tema: Esta é só uma parte de mim", diz, Susan Boyle, 47

5 deixaram seu recado:

Daniel 17 de abril de 2009 18:21  

Só você mesmo para nos fazer pensar ir além. ;)

ótimos posts

tommie carioca 17 de abril de 2009 21:14  

Interessante quando, ao responder um comentário, o autor comenta sobre o programa vender a idéia de que "beauty is on the inside": "A ´lição´ aqui não é que não devemos julgar um livro pela capa. É que não devemos obter tais lições de programas de televisão que se garantem vendendo e manipulando estes tipos de ilusões...".

Rubens Oliveira 18 de abril de 2009 00:11  

Tommie, não te conheço, mas sempre te amei..hehehehe

Diógenes de Souza 19 de abril de 2009 21:45  

O comentário da Zeitgeist é excelente e estupidamente verdadeiro.

introspective 23 de abril de 2009 11:51  

Perfeito mais uma vez. Já atualizei meu post linkando esse seu segundo pitaco e também o post da Lola, outro que achei incrível.

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