10 de março de 2009

EXISTENCIAL

Agora estou afim de uma discussão cabeça.

Há muito tempo atrás, assistindo ao filme Waking Life (muito bom por sinal), o mesmo tratava de um assunto - dentre os muitos abordados - que acabou despertando meu interesse: O Existencialismo.

Comecei a querer entender um pouco mais sobre o assunto e tentei conhecer, nem que superficialmente, sua definição.

Quando se fala de existencialismo - numa explicação mais simplória - é querer dar rumo à existência, de ser responsável por nossas decisões e o trajeto que ela deve tomar. Escolher se eu durmo agora ou daqui a 10 minutos é uma questão tão existencialista quanto se eu devo fazer vestibular para gastronomia ou geografia.

É aquele cuja preocupação é a reflexão concreta. Da qual o homem é construtor do seu próprio destino, de que somos livres quando temos consciência de que somos nós mesmos que construímos a nossa vida e quando estamos à revelia de fatores externos que de alguma maneira possa influenciar no caminho que seguiremos, como, por exemplo, a sociedade capitalista, o poder econômico, a mídia, etc.

Sartre, um dos mais famosos defensores desta corrente, dizia que "o homem está condenado a ser livre” e que somos livres quando temos consciência de que nós mesmos que construímos a nossa vida, onde não há espaço para destino ou coisas parecidas e que somos mais do que responsáveis por aquilo que construímos.

Esta liberdade, em uma de suas facetas, como sendo o desprendimento das opiniões de terceiros, e sim o encontro entre seu ser "livre" e a realidade. Com isso, forma seus próprios conceitos, sendo assim autêntico.

O fundamento desta “liberdade” consolida-se num tripé de consciência, engajamento, autenticidade. A consciência é inata a todos os homens, independentemente de que sejam considerados autênticos ou não. Já o engajamento é uma condição justaposta à consciência (coletiva ou subjetiva), é a manifestação da liberdade no seu sentido pleno (consciência da consciência), revelando a condição de ser autêntico (aquele que tem consciência da própria liberdade).

Enfim, o fato de sermos condenados a esta liberdade nos traz um sentimento de libertação e ao mesmo tempo de responsabilidade. De que precisamos dar um basta de sempre querer culpar alguém por nossas escolhas. O sistema, a sociedade pode influenciar, mas jamais deve determinar uma escolha.


Mas..... somos livres para ser livre?


6 deixaram seu recado:

Anônimo,  10 de março de 2009 15:33  

Ótimo texto, Rubens!
Existir... existe coisa mais bela do que tentar entender o ser humano enquanto ser-no-mundo?

Beijo, dear

Núbia - www.nubibella.com

ANDRÉ MANS 10 de março de 2009 20:45  

jamais seremos livres
há controle absoluto em cima das nossas cabeças... e a minha deu um pequeno nó com seu texto, o que me agrada muito.

Diógenes de Souza 10 de março de 2009 21:46  

Será? Uma boa questão para se pensar.

Belo texto!

Celso Dossi 11 de março de 2009 11:20  

Adorei o texto cabeça com a última linha bem Carrie Bradshaw :D

Acho que estamos livres para ser livres, sim. O duro é que liberdade demais fode tudo e daí "fazemos o Cazuza". :P

uomini 11 de março de 2009 23:32  

Acho que foi Clarisse quem disse: "Ser? Qualquer um é. Existir se conquista!". Desde a minha adolescência (quando entrei em contato com os existencialistas) tento buscar a liberdade de um existente, mas é tão difícil...

Marcos Freitas 15 de março de 2009 20:00  

Adoro Sartre, suas teórias deveriam ser seguidas como uma religião. È difícil não dar impotancia aos pareceres alheios. Eu tento, mas não consigo, os outros acabam sendo o meu inferno, sempre. Quando for a França, quero visitar o tumulo de Sartre.

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