31 de janeiro de 2009

SHOW DO DAMIEN RICE EM SÃO PAULO - EU FUI!


Em meio há tantos shows que aconteceram no Brasil nos últimos meses, e que ainda acontecerão, ontem compareci a um que certamente ficará para sempre na minha memória. Ao show do cantor Damien Rice.

Saímos de casa por volta das 20hrs no intuito de tentar chegar cedo, e no horário, pois uma forte chuva caia em São Paulo. Como todo bom morador dessa cidade, sabemos que chuva é sinônimo de trânsito e atraso.

Pois bem, chegamos nos arredores do local onde ocorreria o show (Citibank Hall-Moema), onde estacionamos sem maiores problemas, para logo em seguida adentrarmos as dependências da casa de show.

Ao olhar para o palco senti uma ponta de tristeza por perceber que se tratava de uma apresentação bem intimista (voz e violão) e que sentiria falta da banda presente e, conseqüentemente, da participação da Lisa, parceira de Damien em músicas como “9 Crimes” e “I Remember”.

Procuramos as nossas cadeiras, sentamos e aguardamos, ansiosos, o inicio do show, que diferente do que foi divulgado (22 horas), começou com 40 min de atraso, devido a forte chuva que caía na cidade.

E começa o show. Damien entra no palco. O público vem ao delírio. Ele pega o violão e começa a tocar “Professor”. Não resisto à emoção de ver, e de ouvir, de tão perto o cantor que sempre pontuou alguns dos momentos mais tristes e felizes da minha vida. Lágrimas escorrem. Situação inédita, pois nunca tinha derramado uma lágrima sequer em qualquer show do qual já tive o prazer de estar presente. Mas era Damien. Seu violão. Sua voz. Seu talento. Minha emoção.


Ele emenda com uma das canções, que para mim, possui uma das mais bela composição de todos os tempos. “Delicate”. Mais um momento de forte emoção, onde não resisto e novamente e caio em lágrimas.

Damien é o rei do palco. Por incrível que pareça ele consegue ter total domínio por aquele publico que lotou as dependências do CitiBank Hall, tendo em seu poder apenas seu violão, sua voz e seu inenarrável carisma.

Carisma, este, que o fez contar piadas e histórias de como originaram algumas de suas canções.

A noite teve dois pontos altos: Quando ele solicita para apagarem todas as luzes e, no escuro, começa a cantar “Cold Water” emendado com ela, um cover de Leonard Cohen com a música “Hallelujah”. Foi de arrepiar.

E o outro momento inesquecível foi quando ele cantava a música “Volcano”. Ao perceber que o público também entoava em plenos pulmões essa canção, Damien os chama para subir ao palco e cantar com ele. Ele ensaia um coro de três vozes e juntos começam a cantar.


Que cantor, sem que tenha total confiança do seu talento, consegue agir diante a esse tipo de adversidade, sem que tudo se transforme no mais completo desastre? Difícil responder, né?

Após todos descerem do palco, ele canta “Rootles Tree” e logo em seguida solicita para que retirem o som do amplificador e começa a cantar “Cannonbal” como se ele estivesse nas ruas da Irlanda tocando para os trauseuntes. Sendo um simples e poético trovador em busca de alguns trocados, quando oferece para o seu público um pedaço de sua poesia.

Ele encerra a primeira parte do show com essa canção, mas logo em seguida retorna ao palco, onde agradece pela recepção calorosa dos "amigos e talentosos músicos brasileiros" e chama ao palco Max de Castro. Juntos cantam “Desafinado”, música essa que Damien gravou com a Lisa, para a trilha sonora do filme “GoldFish Memory” de 2003.



Em seguida, veio a canção mais aguardada da noite. "The blower's daughter", imaculada, exatamente do jeito que ganhou fama na trilha sonora do filme”Closer", e não em sua famigerada versão abrasileirada.

Ele chamou novamente um casal ao palco para a última música do repertório. Já com o violão de escanteio, abriu as duas garrafas de vinho, compartilhou as taças com os dois fãs, apertou o play em seu iPod e brindou o público com uma interpretação etílica de "Cheers darlin'" (saúde, querida).

O único “porém” (além do dilúvio pra conseguir chegar) foi a falta de educação do público, pessoas gritando e rindo em momentos inapropriados (quando ele canta Cold Water existe um momento que ele muda o tom da voz, deixando-a mais grave. Quem conhece o seu trabalho, sabe que a música é assim. Porém, para alguns engraçadinhos da platéia isso era uma piada e caíram na risada. Triste)

Entretanto, esses pequenos "incidentes" não tiraram o brilho do espetáculo, do qual senti falta de canções como “9 Crimes”, “Dogs” e “Grey Room”, mas que não o fizeram menos inesquecível.

Set List do Show de São Paulo:

Professor
Delicate
Sand
Amie
Woman like a man
Elephant
I Remember
Coconut Skins
Cold Water
Aleluia
Volcano
Rootles Tree
Cannonbal
Desafinados
The Blowers daughter
Cheers darling

Alguns vídeos da apresentação:



9 deixaram seu recado:

AleX nObre ® 31 de janeiro de 2009 11:57  

Só conheço uma música dele (preciso dizer qual?), mas voz e violão e conhecendo a voz que ele tem é de arrepiar mesmo!
Se fosse possível teria ido lá com certeza!
Não sei se me emocionaria. Acho que voz e violão só me faria chorar se fosse Amy Grant :)

Beijos =*

Patricia C. 31 de janeiro de 2009 14:19  

como eu queria ter ido. como dói não ter vivenciado isso.

Autor 2 de fevereiro de 2009 12:15  

Eu conheci o Damien por causa do filme Closer.
Mas acabei baixando os cds dele e amo de paixão as músicas...
Eu brinco dizendo q Damien Rice dar câncer!
Mas eu sou viciado nas músicas.

Daniel 2 de fevereiro de 2009 15:31  

Você foi premiado(a) por um fiel leitor

Leia aqui: http://chatonoar.blogspot.com/2009/02/olha-que-maneiro.html

Fernando 2 de fevereiro de 2009 22:55  

Sou só mais um daqueles que conhece o Damien por causa de-você-sabe-o-quê. Mas tenho os meus "ídolos musicais" e sei da emoção de vê-los assim, num show tão intimista. Deve ter valido a pena.

5 de fevereiro de 2009 16:40  

Pôxa, finalmente encontrei alguém que comentou sobre o show. Valeu pelo repertório musical.

Proudstar 18 de fevereiro de 2009 18:38  

Eu gostava tanto do Damien rice até a Simone cagar o pau com o "é isso aí..."

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