30 de junho de 2008

RICE'S DAUGHTER

A primeira vez que ouvi Damien Rice foi na trilha sonora do Filme Closer (maravilhoso por sinal). Lembro dos primeiros acordes do seu maior hit - The Blower's Daughter - e o quanto aquela melancolia proferida me encantou.

Damien Rice nasceu em 7 de dezembro de 1973, em Celbridge, no condado de Kildare, na Irlanda. É o segundo dos três filhos de George e Maureen, um casal trabalhador, e sempre foi considerado a ovelha negra da família.

Desde cedo, ele encara a música como uma excelente maneira de não apenas expressar, mas também de tentar compreender toda sua melancolia. É por isso que, logo no começo dos anos 90, ele se juntou a alguns colegas de colégio e formou a banda Juniper, da qual era vocalista, além de compor e escrever todas as músicas do grupo. No entanto, atritos com a gravadora (PolyGram) e pequenos conflitos internos, causados principalmente pelo perfeccionismo do Damien e por suas opiniões fortes e sempre diferentes das dos outros, fizeram com que ele deixasse a banda, oito anos depois de sua formação. Os outros integrantes continuam juntos, formando o Bell X1.

Em março de 1999, Damien Rice decidiu largar tudo e se mudou para a Toscana, na Itália, passando a viver do que plantava e cantando na rua para conseguir alguns trocados. A experiência, diz ele, mudou sua vida. No ano seguinte, ele voltou para Dublin, com ânimo revigorado e repleto de idéias novas. Juntou-se, então, a um grupo de músicos (Lisa Hannigan, que compartilha os vocais com ele; Vyvienne Long, que toca piano e violoncelo; Shane Fitzsimons no baixo; e Tomo na percussão), e lançou, em meados de 2002, seu primeiro álbum: "O". O CD foi gravado no quarto do cantor, com poucos instrumentos devido ao pequeno orçamento – o que explica o tom acústico que o disco adquiriu. O cantor admite que esperava que o CD não vendesse mais que mil unidades - o que explica a sua surpresa pelo fato de "O" ter batido a marca de 2 milhões de álbuns vendidos.

E é aqui que entra a característica mais forte do Damien: ele odeia o sucesso. De acordo com as suas próprias palavras, "o dinheiro só me faz me sentir fora de equilíbrio com meus amigos, então não quero mais dinheiro. A mesma coisa com a fama. Não quero ser famoso. Não sou uma celebridade.”

Damien Rice é assim: confuso, melancólico, mulambento (usa camisetas velhas e calças rasgadas nos shows), tímido, complicado, jovial, experiente – para muitos, um gênio.

Fonte: Wikipedia

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29 de junho de 2008

DÁ-ME A TUA MÃO:


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
Existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.


Clarice Lispector

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26 de junho de 2008

MUNDO MODERNO 5











* Saiu daqui

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25 de junho de 2008

PESSOA ERRADA

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo.

Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.

Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.


Luis Fernando Veríssimo

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24 de junho de 2008

EQUAÇÃO DO HORROR

Eu li aqui. Segue:



"Ontem eu fui ao Carrefour Villa-Lobos (ali perto da ponte do Jaguaré, em SP) - eram 22h20. No fim das compras (o supermercado estava supervazio), na hora de empacotar as coisas, ouvi gritos horríveis, de crianças. Um cara subiu correndo pela rampa e pediu pra chamar o gerente, ou o responsável pelo supermercado. Eu imaginei o pior, larguei tudo e fui ver o que era. Ele me contou: dois meninos tinham sido espancados pelo segurança do supermercado, no andar de baixo. Motivo: estavam brincando na esteira rolante.


Os meninos subiram depois de uns minutos. Um menino de 10 e outro de 13. O de 10 estava chorando também, mas o de 13 estava todo machucado. O segurança encostou os dois na parede e desceu o cacete, encheu os dois de botinada. Enquanto o cara chamou o gerente, eu liguei pra polícia. Dei meu nome e falei que ficaria esperando.


O "gerente" chegou, me viu chamando a polícia. Eu perguntei a ele qual o nome do segurança, ele não quis me dizer. Perguntei qual o nome dele, ele disse que não ia me dar a informação. Disse que ou ele respondia pelo supermercado ou não respondia. Ele disse que o supermercado NÃO RESPONDE pelos atos dos seguranças. Depois eu descobri que o cara nem gerente era, era um "fiscal", seja lá o que isso queira dizer. Na hora em que a polícia chegou, o segurança-animal passou um rádio pro tal fiscal pra avisar. E o fiscal respondeu "Se vira aí e responde pelo que você fez". Fiscal Pilatos, lava as mãos.


Desci pra falar com a polícia, estavam lá os garotos, as testemunhas (eu e um casal, logo apareceu uma loira que disse que estava no carro e viu tudo). O segurança ainda tentou falar que os meninos furtaram alguma coisa, mas foi prontamente desmentido. Os policiais tinham spray de pimenta nas mãos (por quê? Não faço idéia).


Chamaram os pais dos meninos, que logo chegaram. Uma família superpobre, de algum barraco ali do lado. A mãe, chorando, disse que tinha mandado os meninos "comprar mistura". Os policiais me dispensaram e eu fui embora, mas antes tirei uma foto da perna do menino de 13 anos.




Se puderem divulgar eu agradeço. Eu não consegui dormir essa noite, de dor no peito. Duvido que se fosse uma filha minha, por exemplo, eles fizessem isso. Preto e pobre, essa é a equação que valeu ontem à noite."


Situação, horrível, presenciada pela Lele do Te dou um dado? e Every Woman's a Madonna

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MUNDO MODERNO 4










* Da Folha de São Paulo

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23 de junho de 2008

NOVAS TECNOLOGIAS - PARTE 1

Como disse no ínicio e criação deste blog, escreverei e abordarei sobre TUDO. Por isso, convidei o querido consultor Marcio Maia para discorrer a respeito das novas tecnologias que estão gritando na midia (e que é charmoso falar a respeito!).

Na primeira parte desta gostosa brincadeira, iremo falar sobre:

BLU-RAY

Logo após a virada do milênio as empresas perceberam como o DVD havia se tornado um negócio realmente lucrativo. A troca de música pela internet a cada ano derrubava mais e mais a quantidade de CDs vendidos, bem como os lucros das gravadoras. Naquele momento a internet ainda não havia alcançado as altas velocidades de hoje e baixar filmes e séries era muito penoso, então as pessoas comprava os boxes de DVDs, e compravam filmes e compravam bundles de show com CD e assim abriam uma nova fonte de renda para gravadoras e estúdios.

O sucesso do produto DVD acrescido de outras tendências como a busca pela alta definição guiaram as empresas a iniciarem estudos por um substituto do DVD. Neste mesmo tempo a velocidade da internet começou a aumentar e surgiu o YouTube e a tendência pela busca de vídeos.

Na segunda metade da primeira decada do milênio foram lançadas, em meio a queda de vendas do DVD, duas tecnologias substitutivas: HD-DVD liderada pela Toshiba e apoiada por alguns estúdios de cinema, bem como empresas como Intel e Microsoft. Do outro lado surgiu o Blu-ray liderado pela Sony e apoiado pelo conglomerado e poderoso grupo Sony, e também por outros estúdios de cinema e muito mais empresas eletrônicas como a Samsung.

Depois de quase dois anos de muito dinheiro gasto em eventos, propaganda, demonstrações, lobbies e tudo mais que se possa imaginar a Toshiba jogou a toalha e a Sony venceu, fazendo do Blu-ray o novo padrão para vídeos de alta definição.

O que é o Blu-ray especificamente?

- Um disco similar ao CD/DVD que pode receber gravação de conteúdo em camadas e que permite reprodução com definição muito boa, chegando em até 1080 linhas contra cerca de 700 linhas oferecidas atualmente.

- O ultra fino feixe laser azul (daí o nome) leia mais linhas. Nessas linhas são gravados os conteúdos que assistimos e ouvimos. Cada camada do disco de Blu-ray permite gravação de até 25GB (o DVD atual permite até 4,7GB por camada). O Blu-ray também permite que sejam criadas até 4 camadas, duas de cada lado. (DVD atual permite só uma camada por lado).

- Um outro diferencial que atrasou a escolha do padrão é a tal interatividade. Até hoje não é muito certo como funciona e para que serve. Vale lembrar que muitos anunciaram várias possibilidades com o DVD comum e em pouquíssimos discos tivemos tais recursos como: finais alternativos aos filmes, ângulos distintos etc. Inicialmente a interatividade vai servir mesmo é para que de algum modo as empresas consigam ganhar mais dinheiro por meio de comércio eletrônico.

Voltemos agora ao macro-cenário. A internet evoluiu e a Apple criou tendência de comprar e/ou alugar séries e filmes pela internet para depois assistir ou pelo iPod vídeo ou pelo Apple TV. Junto surgiram outros serviços similares. Neste mesmo tempo o torrent apareceu como uma alternativa fantástica para baixar arquivos grandes de qualidade média-alta e em alguns casos 'HD', mas poucos são aqueles que realmente querem um vídeo 1080 linhas, são grandes, pesados e para valer a pena a TV tem que ser HD (no Brasil isso custa mais de dois mil reais).

Em paralelo ao torrent e inovações da Apple, há também o YouTube que faz muito sucesso oferecendo exatamente o oposto do Blu-ray: vídeos de baixa definição. Usando uma compactação Flash que gera arquivos 'FLV' o YouTube faz o maior sucesso trazendo conteúdo pessoal, videoclips e tudo mais que você imagina.

Especialistas já apontam que o Blu-ray terá vida curta e será dizimado pela internet, por meio da venda e locação on line*. Outro ponto é a despreocupação do público em geral com alta definição, afinal de contas ela custa muito caro e a qualidade ainda não é amplamente percebida, daí o sucesso do YouTube. (Um exemplo interessante sobre essa alta qualidade pouco percebida é o DVDÁudio. Alguém conhecia? Pois é.. pouca gente conhece a ponto das gravadoras descontinuarem o formato para títulos populares, deixando-o apenas para música clássica, jazz e similares cujos admiradores são realmente atentos a isso, mas representam menos de 10% do mercado total).

Para tentar estender a vida do Blu-ray e reaver todo investimento a Sony vai ter que baratear bem rápido o sistema, assim como em esforço conjunto baratear todo o equipamento HD para incentivar a migração, e ainda assim correrá o risco de só perder mais dinheiro.

Se eu compraria um Blu-ray player? Sim, desde que fosse barato e eu pudesse ter um TV compatível (desde que fosse mais barata). Se me importo com alta definição? Hummm.. não. Contanto que eu consiga identificar linhas e feições estou bem satisfeito. Vídeos em 'AVI, MPEG, MP4' já são ótimos para mim. Se eu aconselho a comprar um Blu-ray? Hummm.. sim para quem gosta de televisão e vídeos e coisas do gênero. Não para quem pouco assiste e prefere internet e outras coisas como leitura, música etc.


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22 de junho de 2008

A ANGÚSTIA

Chamamos de angústia as sensações psicológicas, caracterizadas por “abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. É uma emoção que precede algo, onde também se pode chegar à angústia através de lembranças traumáticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego. Ela – a angústia - exerce função crucial na simbolização de perigos reais (situação, circunstância) e imaginários (conseqüências temidas).

Nossa angústia toma a forma de uma exaustão pós-moderna. O vazio fatal do consumismo ironizado é marcado pela perda de energia, dificuldade de concentração, sentimentos de apatia, isolamento social; exatamente aqueles citados na literatura psicológica sobre a lamentação. Um sentimento difundido de perda e mal-estar nos envolve, uma tristeza cultural que somente pode ser comparada ao indivíduo que sofre uma perda pessoal.

Vivemos em uma sociedade de extremos, pois na idade moderna o mal-estar nascia de um excesso de ordem que levava inevitavelmente a uma limitação da liberdade, já em nossos dias o medo dominante é o de não alcançar a felicidade, e a procura humana de prazeres sempre mais numerosos e sempre mais saciados que acaba por tornar a vida mais ansiosa e complicada, infestada muitas vezes de angústias persistentes.

O indivíduo tem diante de si inúmeras opções viáveis, sendo inteiramente livre para decidir; e sabe que sua liberdade de escolha é infinita e, ao dar-se conta de suas possibilidades e do peso da responsabilidade de suas escolhas, o sentimento de medo e angústia surge, pois implica sempre um ponto de interrogação quanto a seu futuro.

Ao captar através da reflexão e interiorização o peso e o significado de sua liberdade de escolha, ocorre a “vertigem da liberdade”, que nada mais é que a consciência da liberdade para efetivar o caminho a ser trilhado. Assim é que todo o peso da liberdade de escolha passa a ser um ponto de interrogação, na medida em que ocasiona o surgimento do sentimento de angústia, porém o sentimento de angústia é de fundamental importância no processo de construção da subjetividade.

Esta empreitada, este processo de autoconscientização acaba por gerar angústia na medida em que existe uma pulsão para o externo, para o massificado, o qual é, em geral, muito mais seguro e previsível do que ser um “si mesmo” autêntico e sustentar suas escolhas, sem ter a certeza plena para onde este processo o conduzirá.

É um sentimento indefinível, mas esmagador. A larga expansão da angústia na nossa época é devida, em grande parte, as mutações rápidas do nosso meio, ao desenvolvimento das técnicas, das formas de organização, que na maioria se apresentam muito confusas.

Também é um sentimento pulsional que nos faz recear, encarar as nossas pulsões que vão retomando o seu domínio e vão determinando uma perda de amor, chegando à hostilidade entre os que nos rodeiam. Sente-se nesta situação uma angústia de solidão e ausência de proteção.

Procuramos evitar perigos quer sejam interior ou exterior a nós, mas não podemos muitas vezes fugir deles, como não podemos fugir de nós mesmos. Acabamos muitas vezes por recalcar a angústia e assim poder perder o controle sobre o perigo que ela representa.

Talvez, até seja possível reduzir consideravelmente as angústias não se deixando arrastar pelos seus efeitos e aprendendo a ter consciência de si, das motivações que lhe causam o mal-estar, o que lhe assegurará certa confiança ante os problemas da vida.

Rubens Gomes de Oliveira

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21 de junho de 2008

MUNDO MODERNO 3










* Da Folha de São Paulo

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19 de junho de 2008

GAROTAS GILMORE

Gilmore Girls sempre foi (e continuará) sendo rotulada como uma série “mulherzinha”.

O show não tinha o arrombo dramático de “Grey’s Anatomy”, tão pouco os malabarismos de roteiro de “Desperate Housewives”. Mas, aí que estava a graça. Sua simplicidade. No olhar singelo da vida de uma mulher que foge de seus medos e busca sua felicidade.

Sinto saudades dos papinhos Rory-Lorelai, jantar na casa de Emily, as bizarrices deliciosas dos habitantes de Stars Hollow, Luke, papo-melhores-amigas Rory e Lane...

A série ficou sete temporadas no ar, sendo que a sexta e a última temporada já não estavam mais na mão de sua criadora, Amy Shermann-Palladino. Desde sua saída, muitos fãs ficaram desgostosos com a série, pois a roteirista e criadora de "Gilmore" era a alma e o sucesso desta.

Existem possíveis rumores da produção de um filme contando a saga das garotas Gilmore. Com o sucesso comercial de Sex and The City, não duvido que isso algum dia se torne realidade.

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MUNDO MODERNO 2










* Da Folha de São Paulo

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18 de junho de 2008

MUDANÇAS

Após dois anos e alguns meses, em abril do ano passado voltei para São Paulo. Morava em Blumenau - SC.

Minha mudança, para SC, fora motivada por um ímpeto do coração. Daqueles que nos ocorrem em ocasiões da vida.

Não me arrependo. Conheci uma nova cultura. Um novo povo. Novas manias. Aprendi. Não entendi algumas coisas. Mas, enfim, retornei outro, com saldo positivo dessa experiência.

Alguns disseram que fui corajoso, outros que fui louco. Entretanto, como saber sem tentar?

Sabe, hoje vejo algumas pessoas temerosas em arriscar. Com medo da desilusão. Do arrependimento. Porém, digo: A vida, ou melhor, o seu aprendizado, é feito de mais erros do que acertos. Que a felicidade plena é uma utopia. O que existe são os momentos felizes. Momentos esses que devemos nos agarrar e aproveitar cada segundo. Utilizarmos as lembranças destes para ter forças de seguir em frente e não desistir.

Atualmente, estou aqui, saudosista. Lembrando de fatos do acaso. Casos do passado.

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17 de junho de 2008

APENAS SINTO...




Sabe o que mais me deixa triste? A saudade.

Tenho saudades dos minutos, dos segundos.

Dos flashes, que por milésimos, iluminaram minha vida.

Meu hoje, não é difícil, apenas não é como ontem.

No passado conflitava com meus pensamentos. Lutava contra meus desejos.

Não sabia ao certo se sorria, e tão pouco sabia se chorava.

Sinto falta. Apenas sinto.

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ARTE & EROTISMO


O erotismo está presente nas manifestações artísticas desde a Antiguidade, uma constante, inesgotável, fonte de inspiração.

O Brasil, por exemplo, nasceu erótico. Desde o descobrimento, o Novo Mundo era descrito com sedução e grande carga erótica, principalmente no que se referia a nudez das índias no Brasil.

Nas artes plásticas, o ato sexual se manifesta historicamente na arte. Renomados artistas, tais como Fragonard, Picasso, Paul Gauguin, Gustave Courbet, Dali, Di Cavalcanti, entre outros, retratam a sexualidade, o corpo humano nu e o ato sexual em si. A mais antiga representação conhecida de um ser humano é a Vênus de Willendorf, uma mulher nua, da época paleolítica, esculpida em calcário, com cerca de onze centímetros de altura e provavelmente com vinte mil anos de idade.

Na arte, o sentido que as coisas têm é aquele que o olhar de cada um lhes empresta, em última instância, o sentido da vida é o sentido que emprestamos a ela. O erotismo não é definido satisfatoriamente em dicionários de várias línguas, dentre elas a portuguesa. A julgar pelas reações individuais, a maioria das pessoas parece saber que os limites do erotismo existem, embora quase ninguém saiba precisar onde eles se situam. A simples menção do termo "erótico" provoca, na melhor das hipóteses, algo parecido com "entusiasmo cuidadoso": o sujeito tem seus ânimos excitados, mas teme os excessos e a "queda no abismo" da pornografia.

Denomino essa linha tênue de "andar no fio da navalha". Poder falar sobre sexualidade sem cair na pornografia, pois falar sobre o "sexo" ou algo relacionado ao "órgão sexual" é sempre complicado. Mas o que vem ser o órgão sexual, se não um órgão como qualquer outro do corpo humano? Estômago, fígado, pulmão, genitália: no final, tudo "é pó e ao pó reverterá".

O conceito de pornografia tem variado no tempo e no espaço, mas sempre subordinado ao corpo humano e sua nudez refletindo o preconceito presente, em maior ou menor grau, em quase toda a história da civilização.É comum ouvir-se, hoje, de maneira lamuriante na maioria das vezes, que este tabu milenar não existiria mais, principalmente nas sociedades urbanas, depois que a ciência e os meios de divulgação se encarregaram de desmitificá-lo. ("O único ato sexual anormal é aquele que você não pode realizar", diz o famoso Kinsey.)

O critério de moralidade, dizem, teria sofrido profundas modificações e pornografia (como sinônimo de obscenidade) não mais se aplicaria ao corpo e ao sexo. O surgimento de "novas pornografias" — a da morte, a da violência a da miséria — comprovaria esse ponto de vista. A liberdade sexual teria sido afinal conquistada.

Na sociedade moderna, a pornografia passou a se diferenciar do erotismo nos aspectos estéticos e éticos, no conteúdo mais explícito da pornografia e mais implícito do erotismo, no reforço pornográfico da relação genital sem envolvimento, sem compromisso e sem afeto, apenas enfatizando o prazer solitário masturbatório, evitando o requinte artístico, a profundidade e o clima de paixão e enamoramento sempre presentes no erotismo.

A arte erótica localiza o resgate do olhar, enquanto, na pornografia, atua a visão, "função fisiológica do olho". A "visão" é definida como o contexto em que o olhar se desenvolve. A visão se move do eu para a coisa, enquanto o olhar é um ato provocado por uma imagem de algo que vem até nós. O olhar é despertado fora de nós, surge quando somos cegados por um foco de luz, que pode vir do espelho, de uma outra pessoa ou de um quadro. Essa luz põe em andamento algo no inconsciente, enquanto o eu fica confuso e ofuscado. Para ela, toda arte é erótica, pois, se não for violação, não é arte.

Mesmo nos períodos de forte repressão, como a chamada Idade Média européia, em que aprendemos ter sido de predomínio da Igreja Católica, houve significativa manifestação do erotismo. Tabus enraizados passam de geração a geração. A melhor maneira de quebrar esses tabus é a informação. Mas qual o limite entre arte e pornografia? Arte é uma forma de expressão cultural da beleza, que inclui o corpo e o ato sexual em si. Já a pornografia, reduz o corpo e o ato sexual a um simples objeto com a única finalidade de masturbação

Rubens Gomes de Oliveira

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PATRULHA DOS CHATOS

Sério! Está ficando extremamente chata esta patrulha do “politicamente correto”. Acabei de ler na coluna Ooops! do Ricardo Feltrin, nota a respeito da ira dos pais e mães quanto à exibição do Simpsons na Tv Globo.

Daqui a pouco voltaremos a época da censura, onde teremos de assistir apenas aquilo que uma minoria escolhe para a uma maioria.

Transgressão agora virou sinônimo de agressão.


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MUNDO MODERNO










* Vi hoje na Folha de São Paulo

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16 de junho de 2008

AMO MUITO TUDO ISSO















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9 de junho de 2008

UMA NOTA DISSONANTE

A São Paulo de hoje consolidou-se como um oceano turbulento de desperdício e contradição, onde com sua grande vitalidade enfrenta, como nunca antes, o desafio de problemas de desorganização político-social.

Segundo estimativas das Nações Unidas, São Paulo empata virtualmente com a Cidade do México e Bombaim no segundo lugar entre as cidades gigantes do mundo, embora ainda longe de Tóquio com seus 26 milhões de habitantes.

A desorganização política da Grande São Paulo toma corpo nos 39 municípios que se espalham sobre cerca de 8.000 km2. No centro da metrópole está o gigante município de São Paulo, onde se aglomeram 11 milhões de habitantes. Ela é a capital do Estado mais rico do país, que abrange uma das mais importantes regiões agrícolas do mundo, além de ser o berço artístico-cultural da nação.

Nas últimas décadas, São Paulo conseguiu atingir excelência em finanças, comunicações de massa, engenharia, medicina, indústria, marketing e moda. Mas tal excelência está sendo minada por desmoralizantes episódios de corrupção, rebelião em presídios, falência da educação pública, roubos de cargas transportadas em caminhões, assaltos e homicídios nos sinais de trânsito. Enquanto o povo exige Justiça, têm crescido os problemas de escala e as pressões sobre as frágeis instituições políticas.

Em contrapartida, quem caminha pelas ruas de São Paulo, percebe todos os contrastes possíveis de uma metrópole. Estas diferenças a transformam na "Manhattam" brasileira, no charme e simpatia que raras megalópoles conseguem transmitir: o dom de seduzir todos que cruzam seu caminho. A quinta metrópole do planeta desconcerta e surpreende, pois a modernidade não abandona a tradição. A arte é a essência de São Paulo. Impossível desassociar uma coisa da outra. A capital paulista abriga mais de 60 museus, o que a torna um dos núcleos mundiais da arte, dona de um acervo de obras-primas únicas, produzidas por grandes mestres da pintura, escultura, fotografia e todas as tendências que se pode imaginar e sonhar.

Destaques para o Museu de Arte Moderna, o MAM, que possui arquitetura assinada por Oscar Niemeyer, a Pinacoteca do Estado, instalada em edifício projetado por Ramos de Azevedo, em tijolo aparente, o Museu do Ipiranga, que abriga o famoso quadro "O grito do Ipiranga", o Museu de Arte Sacra, o Lasar Segall, a Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, o Museu da Imagem e do Som – MIS e o cartão-postal de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo, o MASP.

São Paulo também recebe inúmeros espetáculos de música, dança e teatro, sem falar na Bienal Internacional de Artes e das mostras de cinema. Por tudo isso é que São Paulo é considerada a capital cultural da América Latina.

Outro ponto e questionamento importante sobre esta selva de pedra: qual é a cara do paulistano? Qual a sua identidade? A própria história responde por meio da vida de cada indivíduo que ajudou a construir o dia-a-dia da cidade mais importante da América Latina.

No início da imigração, homens e mulheres de mais de 60 países se estabeleceram em São Paulo, em busca de oportunidades e encontraram uma cidade de braços abertos.

Hoje São Paulo é uma cidade cosmopolita. É a terceira maior cidade italiana do mundo, a maior cidade japonesa fora do Japão, a terceira maior cidade libanesa fora do Líbano, a maior cidade portuguesa fora de Portugal e a maior cidade espanhola longe da Espanha.

A mistura de raças, etnias e culturas moldaram e transformaram a vida cultural, social e econômica de São Paulo. A característica de recepcionar bem os visitantes e recebê-los de braços abertos, é uma marca paulistana. Por isso não é de se estranhar o fato de quem nos visita estar sempre voltando para matar a saudade e todos acreditam que um dia a cidade oferecerá a sua oportunidade particular.

São Paulo é um pequeno país muito rico e, ao mesmo tempo, um grande país muito pobre. Essa proximidade tem as conotações sutis de um "muro de Berlim" sociológico, que ao ultrapassá-lo, por sagacidade ou sorte, pode-se chegar lá.

Rubens Gomes de Oliveira

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2 de junho de 2008

WOOF!MAGAZINE

WOOF! é uma marca criada pelo designer e ilustrador Eduardo Burger, com o intuito de difundir arte, cultura e entretenimento, sendo realizada por colaboradores, das mais variadas vertentes (Como a blogueiro que aqui vos fala!!).

O orkut do idealizador deste fanzine resume o intuito deste trabalho. Segue:

"Busco minha inspiração no cenário urbano das grandes metrópoles e suas cóleras sociais para desenvolver meus trabalhos. Fomentando conceitos próximos da realidade coletiva, onde um simples traço remete a inúmeras sensações e lembraças. Fica claro em meu trabalho, críticas sociais e pessoais, que levam seu observador a pensar, qual é a real função da imagem e sua linguagem comunicativa. O desejo de uma sociedade visualmente melhor é a esperança de dias melhores, onde a busca pelo conhecimento se torna claro e o acesso a informação possível." (Eduardo Burger)

A WOOF! também vê como uma forma de incentivo a colaboração de seus leitores tornando assim seu conteúdo personalizado e único.

Acessem:
Envie seus trabalhos para:

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VOCÊ FARIA ISSO?

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1 de junho de 2008

VIDEOKÊ ADOLESCENTE


Domingo, dia que a TV aberta têm várias opções para os carentes de TV a cabo (ironia mode on). Enfim, acabo de ver no SBT o programa que vai selecionar o elenco para a versão brasileira do badalado filme High School Musical e uma pergunta que não quer calar:

Quem disse para esta molecada que eles são talentosos?

Não tiro o mérito da beleza, pois sim, eles são bonitos e enquadram-se ao padrão “Malhação” de atualmente, mas por tratar-se de um filme MUSICAL não seria interessante que os mesmos soubessem cantar? É de dar vergonha as apresentações, onde mais parece uma reunião de adolescentes cantando em Videokê no churrasco na casa de algum colega da escola.

Resumindo: Vergonha Alheia!

Em tempo: O filme High School Musical fez muito sucesso numa produção especialmente para a TV. O longa consiste num filme-musical adolescente da Disney Channel Original Movie, e conta a história de um casal de adolescentes que se conhecem e descobrem a paixão em comum pela música.

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