3 de novembro de 2008

FELICIDADE?


O tempo passa, e nós mudamos tanto...

Ficamos tão sérios, tão preocupados, e sempre tão sem tempo pra coisa alguma. De repente, alguém disse que para sermos felizes, o que precisamos é ter um bom emprego, uma bela casa, o carro do ano, os aparelhos e as roupas da moda e, claro, termos muito dinheiro na conta. E nós, bobos, seguimos atrás destas coisas cegamente, aficcionadamente, entregando-nos a uma vida afogada em trabalho, estudos, metas, e uma constante insatisfação.

Mas se olharmos para trás, ainda poderemos lembrar de um tempo em que era até engraçado não ter dinheiro e fazer vaquinha pra pagar a conta da lanchonete com nossos melhores amigos. Se não conseguíamos ir todos juntos para a festa ou para o show da hora, fazíamos nossa festa na casa de alguém, ou na rua, mesmo, por que nossa verdadeira festa era estarmos juntos, sorrindo uns com os outros.

Mas... para onde foi esse tempo? Para onde foram os amigos? Para onde estamos indo nós? Nós nascemos muito felizes. Crescemos naquilo que pode ser a expressão mais tangível da felicidade possível, mas aos poucos vamos trocando isso por outros valores, como sucesso profissional e sucesso financeiro...

Bem aventurado é aquele que consegue acordar a tempo de perceber que melhor do que fazer horas extras no trabalho ou perder noites de sono em algum projeto ou pesquisa, é sempre reservar um tempo para preservar suas amizades, dedicando-se às pessoas que você ama, à sua família.

A felicidade está conosco o tempo todo: nós é que muitas vezes não damos a menor bola pra ela...

Augusto Branco

8 deixaram seu recado:

Patricia C. 3 de novembro de 2008 20:33  

uma das época mais fodas que eu lembro, é lá pelos 18, 19 anos que eu não tinha um puto no bolso. Ia com meus amigos no shopping comer na casa da empada porque era o único lugar que a gente podia pagar. e ficava lá juntando moedas pra inteirar 1,50 e comprar 2 empadas. e comia a seco, nem dinheiro pra água tinha. como eu me divertia. você disse bem.

felicidade desse jeito que as pessoas falam (estudar, trabalhar, casar, ter filhos) não existe. só ficam esses pequenos momentos, que na hora a gente nem dá importância.

MANS / ANDRÉ 3 de novembro de 2008 21:16  

e eu escrevi um texto sobre isso na semana passada para faculdade... essa nossa eterna constante de adiar a felicidade, onde na busca pelo que "queremos" vivemos atropelando e atropelado

Guiggo 3 de novembro de 2008 21:23  

Me identifiquei com esse post , alias nao é a primeira vez que isso acontece quando leio seu blog. Eu meio que nos meus 25 anos acordei desse sonho na epoca quase realizado de ter dinheiro, otimo emprego e tudo mais... Eu joguei tudo pro alto e fui rodar o mundo... mais do que conhecer lugares, esse ''mundo'' me forneceu experiencias incriveis e que no fim de tudo é so isso que tem valor... experiencias vividas...

Diógenes de Souza 3 de novembro de 2008 23:22  

Felicidade, pra mim, é um segredo que precisa ser revelado. Momentos de grande emoção sempre nos marcam, e nos fazem repensar sobre a vida. Mas um estado pleno, depende do que fazemos com cada pedacinho dessas emoções, ao juntá-las ao longo da nossa vida.

Abraço

Alexandre Lucas 4 de novembro de 2008 02:23  

Não adianta o sucesso profissional sem os amigos ;)

.lucas guedes 4 de novembro de 2008 10:31  

"fazíamos nossa festa na casa de alguém, ou na rua, mesmo, por que nossa verdadeira festa era estarmos juntos, sorrindo uns com os outros" amei isso aqui, comigo era a mesma coisa... mas como vc disse nós mudamos tanto... sorte de quem consegue manter essas atitudes simples.

Klero 4 de novembro de 2008 23:08  

um pco de carpe diem
aprendi isso do jeito difícil, mas hj sei apreciar mais...

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