18 de novembro de 2008

ALGUMAS RAZÕES PARA AMAR SÃO PAULO

Daí que está rolando o 16º FESTIVAL DE CINEMA E VÍDEO DA DIVERSIDADE SEXUAL e estou cobrindo o mesmo para, no fim, trazer várias informações sobre a mostra de cinema e do show do gongo.

Quando estou preparando tudo (ou quase tudo) para o próximo post, fiquem com essa compilação
publicada pela Revista Época São Paulo.

Inté!

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50 razões para amar São Paulo em 2008

1ª Porque é a melhor noite do planeta(Sorry, Ibiza)

A ilha de Ibiza, na Espanha, é famosa pelos clubes noturnos, onde tocam os melhores DJs e as festas não têm hora para acabar. Mas essas maravilhas só funcionam de junho a setembro. Em São Paulo, a vida noturna acontece todos os dias, o ano inteiro. Melhor: tem de tudo para todos. São mais de 200 baladas, para todas as tribos: pagodeiros, punks, cybermanos e até animadas senhoras da terceira idade. Quer dançar rock na segunda? Tem. Curtir um sambão, na terça? Fácil. “A noite paulistana é um mosaico de nichos culturais”, diz Alexandre Youssef, dono do Studio SP e coordenador do movimento Noite Viva, que articula 30 casas noturnas da capital. Quem ganha são os freqüentadores, em número sempre crescente. “Todo lugar a que você vá está sempre cheio”, diz Gabriela Proença, 19 anos, que muitas vezes emenda o cursinho com o pagode. “Nem Nova York tem vida noturna nos sete dias da semana.E aqui é fácil achar sua turma, sua tribo “, diz o ator André Engracia, 31, que viveu dois anos na Big Apple. “São Paulo é 24/7”.

2ª Porque é a melhor gastronomia do mundo (Sentadinha, Paris)

“São Paulo é a maior capital gastronômica do Brasil” é um dos clichês mais comuns na boca dos paulistanos. O orgulho tem sua razão de ser. A gastronomia é um dos pontos mais fortes da cidade, tanto na oferta quanto na qualidade. Ou seja, come-se de tudo, e bem, na capital. São cerca de 12.500 restaurantes, com 42 tipos de cozinhas. A começar pela excelente culinária italiana made in San Paolo, resultado da presença maciça de imigrantes vindos da Itália - há mais de 400 cantinas espalhadas por aqui. São Paulo é também a cidade com maior número de restaurantes japoneses (800) fora do Japão. Aqui está o único brasileiro que consta da lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, o D.O.M. Cozinha tailandesa, francesa, alemã, indiana, árabe e americana: o mundo está em São Paulo. E o Brasil, com seus pratos mineiros, paraeneses, nordestinos e gaúchos, também.

3ª Porque adoramos ler

Nos parques, nos ônibus, no metrô, em mesas de restaurantes e na fila do banco, há sempre um paulistano com um livro no colo. O mercado não pode reclamar. Prova disso é o sucesso da Fnac por aqui. Com 8.000 m², a loja de Pinheiros é a maior do país e foi pioneira ao trazer para o Brasil o conceito de não ser só uma livraria, mas sim um distribuidor de produtos culturais. CDs e DVDs também têm seu espaço na Livraria Cultura. A matriz, na Av. Paulista, ocupa 4.300 m² em três pisos e vende cerca de 3 milhões de títulos por mês. “O paulistano busca qualidade tanto nos livros para entretenimento quanto no material de estudo”, diz Pedro Herz, diretor-presidente da Cultura. Os sebos também estão em alta por aqui, com seus títulos fora de catálogo e bem conservados.

4ª Porque não existem padarias como as nossas

Em São Paulo, todo mundo tem a “sua” padaria. E, ao contrário da grama do vizinho, a “sua” padaria é sempre melhor do que a “dele”, seja para tomar café, comprar um pãozinho delicioso ou levar as crianças para um sorvete. Se ainda não tem, aposte: em pouco tempo, a “sua” padaria vai oferecer um belíssimo café-da-manhã, além de almoço e sopinha no jantar. Quem afirma é Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação. “A cidade conta com quatro mil padarias. Dessas, 400 são completas. Não demora, a maioria vai servir comida. Padaria, em São Paulo, é o lugar da família, é ponto de encontro”, diz ele. Antero é português e vem de uma família de padeiros. Seus dois filhos agora assumiram a padaria dos pais, no Brooklin. Por que tantos portugueses nesse ramo? “Um foi trazendo o outro”, afirma. “Agora, estamos levando o nosso know-how para Portugal”. São as padarias de São Paulo tipo exportação.


5ª Porque temos a maior parada gay

A primeira parada aconteceu em Nova York, em 1969, quando homossexuais atravessaram a cidade em protesto contra a discriminação. A novidade chegou a São Paulo 27 anos depois. Em 1996, duas mil pessoas percorreram a Paulista. No ano passado, foram 3,5 milhões, confirmando o quarto título consecutivo de maior parada gay do mundo (São Francisco, nos EUA, fica em segundo, com 1,5 milhão). O evento não esportivo que mais atrai turistas para cá tem potencial para reunir 4 milhões de pessoas no próximo dia 25. Sob o arco-íris mais animado do planeta, celebridades desfilam ao lado de travestis, pais levam os filhos nos ombros, garotas trocam beijos animados e rapazes competem em rebolado com os go-go boys.


6ª Porque nossos táxis são os melhores do país

Não é exagero. Os carros são novos, a maioria dos motoristas é gentil e não “dá voltinha” com quem não sabe o caminho (no trânsito, o taxista também seria prejudicado). Há motoristas que oferecem bebidas e revistas importadas e até cabo para conectar o iPod do cliente. “Trocamos os carros a cada dois anos. Mesmo os que não são de frota são renovados porque a isenção de impostos facilitou”, diz Ricardo Auriemma, presidente da Associação das Empresas de Táxi de Frota do município. Hoje, são 32.766 táxis.


7ª Porque corremos e não só no trabalho

Eles driblam o trânsito e a agenda lotada, ignoram o monóxido de carbono das avenidas ou fogem até o parque mais próximo. Em busca de boa forma e bem-estar, os corredores paulistanos proliferaram de forma surpreendente e transformaram a corrida em movimento organizado. Em 1992, as primeiras provas promovidas pela Corpore – maior associação de corredores do Brasil – tinham cerca de 600 atletas. Já em 2007, reuniam 126.697 em seus 26 eventos.

A tribo, majoritariamente masculina e com idade entre 30 a 34 anos (dados da Corpore), se concentra no Parque do Ibirapuera durante a semana e na Cidade Universitária aos sábados. Nos domingos, é o Minhocão que vira pista. Também não causam espanto os dedicados corredores se exercitando no canteiro da Avenida Sumaré. Até nas Marginais é possível encontrá-los. Paulistano se acostuma com o ritmo acelerado do cotidiano e corre. Ou corre para se acostumar a ele.


8ª Porque somos multiculturais

São Paulo recebeu 70 povos diferentes ao longo de 454 anos. Não é pouco. Especialmente quando sabemos que todos eles vivem em harmonia e, salvo exceções, livres de preconceitos. Aqui, cores e credos se misturam. Há escolas laicas que recebem crianças de todas as religiões e tomam cuidado para não comemorar a Páscoa cristã, por exemplo, em detrimento do Hoshashana judaico e do Ramadã islâmico. Essa diversidade é buscada pelos pais que não desejam educar os filhos em uma única fé. A bióloga muçulmana Magda Mednat Pechilye, a psicóloga judia Vivian Evelyn Huszar e a administradora católica Denise Barone Spachi vêem com satisfação os filhos Mustafá, Max e Nathalia, todos com 10 anos, estudando na mesma classe. “Pessoas preconceituosas são burras. Não entendem que dá para ser amigo de quem é diferente da gente”, diz o esperto Max.

A possibilidade de exercer (e conviver com) as diferenças não é tão comum quanto deveria ser em grande parte das cidades. Aqui isso acontece. “A cidade sempre ofereceu oportunidades de trabalho para todos. Recebeu correntes migratórias com tradições diversas e possibilitou que elas fossem preservadas”, diz José Guilherme Magnani, coordenador da área de Antropologia Urbana da USP.


9ª Porque temos a Aspicuelta

Ela não é grande, nem larga e nem especialmente bonita. O nome é engraçado e vem de um padre espanhol do século 16. Mas nela dá para marcar viagens para a Rússia, comprar roupas de grife, tomar chope, comprar móveis antigos, provar culinária pernambucana, deixar as crianças brincando, tomar chope, cortar o cabelo, fazer uma boa massagem, comer pizza de metro. E, claro, tomar chope: não dá para escapar ileso da encruzilhada mais bombada da cidade – São Bento, Posto 6, José Menino e Cervejaria Patriarca. Não tem galinha preta ou vela, mas em compensação tem costelinha, sushi, frutos do mar... E, claro, muito chope.


10ª Porque nos apaixonamos (e fazemos amigos) no trânsito

Se a gente passa tantas horas no engarrafamento, é natural que role uma paquera. Algumas resultam em namoro e até casamento. Foi assim com o designer Douglas Feitosa, 26 anos, e com a produtora Maíra Torrecillas, 22. Eles tomavam o mesmo ônibus, sentavam juntos, mas não se falavam. Um dia, Douglas a encontrou na fila do cinema, se apresentou e comprou ingresso para o filme. Estão juntos há seis anos. O estudante Fernando Molina Lopes, 21, e a administradora Vivian Nunes Palos, 26, se conheceram no meio do caos. Ele estava parado num retorno da Faria Lima fazia um bom tempo, até que Vivian deu passagem. Fernando não se contentou em agradecer. “Escrevi um bilhete perguntando se poderia conhecê-la, coloquei o endereço do meu messenger e pedi a um vendedor de biju que o entregasse a ela”, diz. “Não costumo adicionar desconhecidos, mas foi a primeira coisa que fiz ao chegar em casa”, conta ela. Os dois namoram há oito meses.

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4 deixaram seu recado:

Petê 18 de novembro de 2008 23:58  

Não sou bairrista. Sei que não temos praia à mão nem tanta natureza, mas ainda assim AMO SÃO PAULO. Apesar de estar de saco cheio de tudo lotado AMO SÃO PAULO. Fazendo vista grossa pro trânsito e afins, AMO SÃO PAULO. É impossível não gostar de estar onde tudo acontece ao mesmo tempo agora já nesse minuto.

Diógenes de Souza 19 de novembro de 2008 00:07  

E por essas e outras que sonho em me tornar "paulista".ô lugar que gosto e que me traz lembranças agradabilíssimas.

abraço

Estefanio 19 de novembro de 2008 10:25  

Olha, a gente ama SP, mas dizer que tem a melhor noite e gastronomia do mundo eh forçar muito a amizade!
Uma coisa ha de se concordar, os taxistas são os mais simpáticos! Os melhores papos e revelação tive com taxistas paulistas!

introspective 31 de dezembro de 2008 15:54  

Ótimo texto (embora eu ache que a Aspicuelta não tem cacife pra ser uma razão inteira sozinha...). Fiz um parecido há alguns anos atrás... na verdade dez textos, porque cada uma das 10 razões eu desenvolvi em vários parágrafos... se tiver curiosidade em ler, tá no meu blog sob o marcador "I love São Paulo".

Me deu vontade de ir numa padaria agora... :)

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