9 de novembro de 2008

16º FESTIVAL DE CINEMA E VÍDEO DA DIVERSIDADE SEXUAL


***a Associação Cultural Mix Brasil apresenta a 16ª edição do Mix Brasil - Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, o mais audacioso festival de cinema do país.

Em sua 16° edição, o festival leva ao público mais de 200 obras, entre longas e curtas-metragens, filmes de ficção e documentários, que abordam os mais diversos temas relacionados à diversidade sexual, dos mais variados gêneros (drama, terror, pornô, comédia e etc).

Além da exibição de filmes, o evento apresenta uma série de atividades paralelas e especiais, que vão da realização de oficina de roteiro (Fucking Different São Paulo), shows musicais (Mix Music), debates ao tradicional Show do Gongo apresentado pela atriz Marisa Orth.

O Mix Brasil acontece em São Paulo (de 12 a 23/11), e em Belo Horizonte (de 09 a 14/12). Criado em 1993, o Mix Brasil é o maior fórum de cinema GLBT da América Latina e uma das mais importantes vitrines para produções alternativas no Brasil.

Esse ano, o festival bateu seu recorde na seleção de filmes brasileiros. Ao todo, são 51 produções de todo o território nacional. Os filmes apresentam um elenco de peso e conhecido do grande público como Caco Ciocler, Vera Zimmerman, Paola Oliveira, Ney Matogrosso, entre outros

Esse recorde na seleção nacional deveu-se ao aumento, não somente da quantidade de produções voltadas ao tema, mas também pelo substancial salto na qualidade técnica e de conteúdo dessas obras. Um mercado que cresce a cada ano, graças ao crescente número de festivais de cinema que tem a diversidade sexual como tema, e à abertura que importantes festivais no mundo inteiro, como Berlim, Sundance, Toronto, entre outros, têm dado a filmes do gênero.

Na Mostra Competitiva Brasil participam 20 curtas-metragens. Esses filmes serão avaliados por um júri internacional composto por programadores de festivais no Uruguai, Espanha, Israel, Brasil e Alemanha.

O Panorama Internacional, seção do evento dedicada à exibição de novos longas-metragens que estão circulando em festivais internacionais de cinema e no circuito GLBT, apresenta, nessa edição, uma significativa seleção de documentários que tem como tema acontecimentos e personagens que contribuíram para a construção de um histórico da cultura gay.

Entre os destaques estão “Combinação Selvagem: um Retrato de Arthur Russell”, dirigido por Matt Wolf sobre Arthur Russell, músico extremamente versátil cuja obra póstuma vem sendo resgatada nos últimos anos. Embrionário da disco music, Russell fez parte da primeira geração de músicos que se apresentou no lendário centro cultural The Kitchen, reduto de experimentações, onde também aconteceram as primeiras exibições de videoarte em Nova York.

“O Universo de Keith Haring”, de Christina Clausen, acerca do lendário artista nova-iorquino, que ganha notoriedade, no final dos anos 70, ao grafitar a giz as estações de metrô de Nova York. Suas primeiras exposições acontecem a partir de 1980, no Club 57, que se torna o ponto de encontro da elite vanguardista da época. Ainda no âmbito documental será exibido “Pelada com Véu”, de David Assmann e Ayat Najaf.

Filme vencedor do Teddy Award (prêmio do júri e público) do Festival de Berlim, e exibido no prestigiado festival de documentário canadense Hot Docs. O filme acompanha um time de futebol feminino amador de Berlim que decide disputar a primeira partida de futebol feminino no Irã. Mostrando a trajetória do astro pornô Jack Wrangler apresentamos “Wrangler: Anatomia de um Ícone”, de Jeffrey Schwarz. E o caso conhecido como Cairo 52, escândalo de repercussão internacional, onde 52 gays egípcios foram presos na Queen Boat (boate flutuante, que ficava no rio Nilo), é tema de um belo e emocionante filme “Affair no Cairo” dirigido por Maher Sabry. Entre as ficções o festival destaca “Nas Ondas de Newcastle”, de Dan Castle, que retrata a descoberta da sexualidade na adolescência e “Segredos de Halloween”,de Gabriel Fleming, sobre uma noite de halloween na vida de jovens em busca de novas experiências.

Ainda no Panorama Internacional, e dentro do espírito que norteia os programas especiais do evento em 2008, o festival apresenta “Otto; ou Viva a Gente Morta”, de Bruce LaBruce. O diretor canadense, que já esteve em São Paulo para uma retrospectiva de seu trabalho promovida pelo Festival Mix Brasil, volta à cidade para apresentar o seu filme mais recente, cuja première mundial deu-se nos festivais de Sundance e Berlim.

Nesta edição, o Mix Brasil apresenta uma programação especial no MAM (Museu de Arte Moderna) coincidentemente num ano de Bienal, e retorna à sua primeira casa, o MIS (Museu da Imagem e do Som). Essa programação, que contou com a colaboração da curadora Kyle Stephan, surgiu da vontade de destacar, no festival, filmes e realizadores que estivessem propondo imagens transgressoras, narrativas inventivas, estéticas ousadas, como uma alternativa à "institucionalização" da cultura gay.

A base da programação exibida no MAM é composta por filmes e vídeos contemporâneos e históricos. Chama-se "Rewind, Fast-Forward, Pausa para um Cigarro". Além de longas-metragens, serão exibidos programas de curtas organizados por curadores internacionais: Stuart Comer, da Tate Modern (The Young and Evil), Susanne Winterling (The Fantasy of Failed Utopias and a Girl´s Daydream...), Kyle Stephan (Promiscuous Pop) e uma seleção de curtas de Isabell Spengler, que virá ao Brasil a convite do Instituto Goethe São Paulo.

Entre os longas destacam-se alguns documentários como o filme feito pela polícia de Mansfield, Ohio, em 1962 em um banheiro público e que foi usado numa investigação que resultou na prisão ou internamente em instituições psiquiátricas de vários homens. Esse material foi encontrado pelo colecionador e cineasta William E. Jones que vem apresentando publicamente o filme sob o título de “Tearoom”. Há ainda “I-Be Area”, de Ryan Trecartin, artista multimídia que foi o mais jovem integrante da Bienal do Whitney Museum em 2006. Finalmente, será exibido no MAM um especial Dora Longo Bahia, artista plástica cujo trabalho estará em evidência na Bienal de São Paulo e no próprio MAM.

O Especial DLB vai apresentar filmes em que a artista participa nas mais diversas funções, muitas vezes sob pseudônimo. Uma boa parte dos curtas foi exibida nas primeiras edições do festival. Por isso, ele faz parte do especial Uma Noite no Museu, uma celebração a filmes trash, provenientes de subculturas, realizados dentro do espírito "faça você mesmo" e que estão, de diferentes formas, conectados com a história do Mix e a natureza underground de sua origem (Mix New York).

Também fazem parte dessa programação, “XX”, de Todd Verow, “Saila”, de Julia Ostertag, “Squeezebox”, de Zach Shaffer e Steven Saporito, entre outros. Esse programa será exibido no MIS, espaço onde nasceu o festival Mix Brasil, em 1993.

Este ano, a seção Mundo Mix – que nessa edição vem com o subtítulo Israel - apresenta, em parceria com o Centro de Cultura Judaica, dez longas e quatro curtas israelenses. O filme de abertura do evento é “Antártica”, de Yair Hochner, que vem ao Brasil a convite da Embaixada de Israel. Hochner, que também é diretor do Festival Internacional de Cinema GLBT de Tel-Aviv, apresentará também a produção Fucking Different Tel-Aviv, co-produzido em parceria com o cineasta alemão Kristian Petersen. Também é exibido “Japan, Japan”, do Lior Shamriz. Um filme cheio de frescor que teve sua estréia no 60° Festival de Locarno.

O 16° Mix Brasil, em sessões exclusivas, presta homenagem ao cineasta e artista inglês Isaac Julien exibindo o seu mais recente filme “Derek”. Documentário sobre Derek Jarman, importante cineasta e cenógrafo inglês. Oito anos após a morte do diretor, a atriz Tilda Swinton (ganhadora do Oscar pelo filme Conduta de Risco) escreve e publica uma carta fazendo uma reflexão sobre o estado das artes. O longa desenvolve-se a partir da leitura dessa carta, narrado pela própria atriz.

A seção Retrato Falado: Transgêneros Mostram Outra Face traz documentários sobre transexuais e travestis com o intuito de retirar o estigma de marginalidade desse segmento. Três dos filmes dessa mostra foram dirigidos por transgêneros. São eles She´s a Boy I Knew, de Gwen Haworth e Mulher-Vudu & Duas Cubas, Carolina Valencia.

A 16ª edição do Mix Brasil apresenta os programas de curtas-metragens Trash-o-rama, Sexy Boys, os clássicos Mix Jovem e Mapa das Minas. E essa edição conta com a criação de outros programas temáticos. O destaque fica para a seção Sangue Latino, que apresenta filmes como “Bramadero”, do mexicano Julián Hernández. Serão exibidos filmes da Costa Rica, Uruguai, Colômbia, México, Argentina e Brasil.

O festival ainda apresenta projeções ao ar livre de filmes que serão feitos a partir de roteiros desenvolvidos na oficina do projeto Fucking Different São Paulo, perfomances em diferentes pontos do circuito do festival com presença confirmada de Thelma Bonavita & Cristian Duarte e de Isabell Spengler.

Show do Gongo

Não há Mix Brasil sem Show do Gongo. E não há Show do Gongo sem Marisa Orth. A idolatrada musa da comédia brasileira conduz com despudorada sinceridade uma das sessões mais concorridas do festival. Tão concorridas, lotadas sempre com tanta antecedência, que este ano essa sempre inesquecível sessão ganha um upgrade e acontece no teatro do Memorial da América Latina. O CineSESC ficará para sempre no coração dos fãs histéricos do Show do Gongo, mas é tempo de crescer e avantajar. Haverá lugar para mais gritos ensandecidos e destruições sumárias. O esquema continua o mesmo: qualquer louco masoquista pode inscrever seu curta de até 5 minutos até o próprio dia da sessão. Depois sua obra-prima será submetida ao julgo de uma turba interativa e intransigente. Os sobreviventes ao gongo final de Marisa, casa haja algum, serão então julgados por um trio de jurados abalizados e escolhidos a dedo que selecionarão o grande vencedor do Coelho de Prata, o cobiçado prêmio máximo do Mix Brasil. O Gongo está programado para segunda-feira, dia 17/11, às 21h, no Memorial da América Latina.

Mix Music

O braço musical do Mix Brasil fica por conta do Festival Mix Music. Único festival musical especialmente voltado ao público GLBT. Neste ano ele começa suas atividades com uma grande festa na Choperia do SESC Pompéia (sexta-feira, dia 14.11, às 21h), que traz vários cantores para apresentar sucessos imortalizados da MPB em diferentes épocas. “Mix Music nas Paradas do Sucesso” apresenta as cantoras Rita Ribeiro e Maria Alcina, a paraguaia Perla Márvio (vocalista da banda Cabaret) e Tatá Aeroplano (vocalista do Cérebro Eletrônico), todos acompanhados por uma big band de músicos da cena independente nacional: Astronauta Pingüim, nos teclados e direção musical, Alexandre Kanashiro (The Gasolines) na guitarra, Geórgia Branco (As Mercenárias e Wander Wildner) no baixo e Clayton Martin (Cidadão Instigado) na bateria.

Mix Music Centrão, no sábado, dia 15.11, a partir das 13h, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo e da Secretaria Municipal de Cultura, acontece mais uma edição ao ar livre do Mix Music no Vale do Anhangabaú – diversão garantida com shows e apresentações de DJs e drags.

E para finalizar as atrações musicais, o Mix Music segue para o Centro Cultural da Juventude, no domingo, dia 16.11, a partir das 15h30. O encontro musical começa com um bate-papo com a roqueira Vange Leonel, que desenvolverá o tema “Feminismo, Rock e Lésbicas”. Vange afirma e questiona: “Na década de 1990, várias bandas de rock formadas por garotas passaram a usar a música como veículo de difusão para idéias feministas”. Logo depois desta conversa, acontecem quatro shows do mais puro rock de meninas, todos intercalados por intervenções da DJ Lady A.. Na ordem, entram as bandas Comma, Hats, Biggs e Dominatrix, que contará também com presença de Vange.

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil, que tem direção artística da jornalista Suzy Capó, direção executiva do produtor João Federici e direção de desenvolvimento do jornalista André Fischer.

Serviço:

16° Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual

São Paulo, de 12 a 23 de novembro

Belo Horizonte, de 9 a 14 de dezembro

Locais:

Espaço Unibanco de Cinema (Salas 1 e 4)
Rua Augusta, 1475 – Consolação - (11) 3288-6780

2° a 5° feira – R$ 14,00 (inteira) R$ 7,00 (meia)

6° a domingo e feriados R$18,00 (inteira) R$ 9,00 (meia)

Cinesesc
Rua Augusta, 2.075 - Cerqueira César
(11) 3082-0213

2° a 5° feira – R$ 14,00 (inteira) R$ 7,00 (meia) R$ 3,50 (funcionário do comércio)

6° a domingo e feriados R$18,00 (inteira) R$ 9,00 (meia) R$ 4,50 (funcionário do comércio)

Cine Olido
Av. São João, 473 –Centro - (11) 3331-8399

R$ 1,50

Museu de Imagem e Som
Av Europa 158 – Jardim Europa - (11) 2117.4777

Entrada franca

Museu de Arte Moderna
Parque do Ibirapuera
Av Pedro Álvares Cabral s/n°
Portão 3 (11) 5085.1300

Entrada franca

Centro da Cultura Judaica
Rua Oscar Freire 2500 - Sumaré - (11) 3065.4333

Entrada franca

Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha
Tel: 11 3984 2466 / 11 3989 5627 / 11 3984 7711

Entrada franca

Memorial da América Latina
Avenida Auro Soares de Moura Andrade 644 - Barra Funda
Entrada: Portão 13 - (11) 3823-4600

Entrada franca

Autorama
Parque do Ibirapuera

Entrada franca

Biblioteca Monteiro Lobato - (área externa)
Rua Gal Jardim, 485 - Vila Buarque - (11) 3256-4122

Entrada franca

Show do Gongo
17.11, segunda-feira, às 21h
Memorial da América Latina

R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Mix Music
14.11, sexta, às 21h Choperia SESC Pompéia R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia) R$ 5,00 (funcionário do comércio)
15.11, sábado, a partir das 13h, Vale do Anhangabaú - Gratuito
16.11, domingo, a partir das 15h30, Centro Cultural da Juventude - Gratuito



4 deixaram seu recado:

Marcos Freitas 9 de novembro de 2008 13:04  

Nesse ano eu pretendo conhecer o Festival, já ouvi falar muito bem dele.

Alexandre Lucas 9 de novembro de 2008 13:14  

Pra ser sincero: ODEIO festivais de cinema. Brinco com meus amigos que se me virem em uma fila de filme de festival, liguem pro 181 que é seqüestro, mas acho válidas a iniciativa e a divulgação!

Klero 11 de novembro de 2008 01:12  

quero tentar ver o show do gongo, mas a curadoria do festival sempr deixa a desejar... parece coração de mãe, sempre cabe mais um filme.

Gui Sillva 13 de novembro de 2008 13:31  

faltam mais iniciativas como essas!

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