29 de julho de 2008

EXISTENCIAL

Estou um tantinho a fim de uma discussão cabeça (presunçoso alert).

Há tempo, após ao filme Waking Life (muito bom por sinal), este tratava de um assunto - dentre os muitos abordados - que  meu interessou muito: Existencialismo Comecei a querer entender um pouco mais sobre o tema e conhecer, nem que superficialmente, sua definição  e pensadores.

Quando se fala de existencialismo - numa explicação beeem simplória - é querer dar rumo à existência, de ser responsável por nossas decisões e o trajeto que ela deve tomar. Coisas simples, como escolher se eu durmo agora ou daqui a 10 minutos é uma questão tão existencialista quanto se devo fazer vestibular para gastronomia ou geografia.

Cuja preocupação é uma reflexão concreta. Na qual o homem é construtor do seu próprio destino. De que somos livres quando temos consciência de que somos nós mesmos que construímos a nossa vida e e que estamos à revelia de fatores externos que, de alguma maneira, possa influenciar no caminho que seguiremos, como, por exemplo, a sociedade capitalista, o poder econômico, a mídia  etc.

Sartre, um dos mais famosos defensores desta corrente, dizia que "o homem está condenado a ser livre” e que somos livres quando temos consciência de que nós mesmos que construímos a nossa vida, na qual não há espaço para destino ou coisas parecidas e que somos mais do que responsáveis por aquilo que construímos.

Essa liberdade, em uma de suas facetas desse pensamento, trata-se do total desprendimento das opiniões de terceiros, e sim o encontro entre seu ser "livre" e a realidade. Com isso, forma seus próprios conceitos, sendo assim autêntico.

O fundamento desta “liberdade” consolida-se num tripé de consciência, engajamento, autenticidade. A consciência é inata a todos os homens, independentemente de que sejam considerados autênticos ou não. Já o engajamento é uma condição justaposta à consciência (coletiva ou subjetiva), é a manifestação da liberdade no seu sentido pleno (consciência da consciência), revelando a condição de ser autêntico (aquele que tem consciência da própria liberdade).

Enfim, o fato de sermos condenados a esta liberdade nos traz um sentimento de libertação e ao mesmo tempo de responsabilidade. De que precisamos dar um basta de sempre querer culpar alguém por nossas escolhas. O sistema, a sociedade pode influenciar, mas jamais deve determinar uma escolha.


O que nos faz pensar..... somos REALMENTE livres para ser livre?


6 deixaram seu recado:

Klero 29 de julho de 2008 23:06  

eu sou partidário de camus.. não vou muito com sartre pelas críticas que ele fez ao colega...

sou desses que confunde tudo. tb não gosto de godard pq brigou com truffaut... rs

MMA 30 de julho de 2008 08:30  

'A idade da razão' é sem dúvida um dos meus livros favoritos!

confissoesaesmo 30 de julho de 2008 10:48  

Que interessante esse assunto!
Vontade de ficar pesquisando e pesquisando, hehehe
Grande abraço, amigo

felipemaia 7 de agosto de 2008 10:56  

Mas essa questão da liberdade não é tão acentuada.
Veja você que, freudianamente falando, somos seres condicionados a relação de desejo das pulsões e o senso de controle da realização do sueprego!
Logo, o que você quer é condicionado ao que é aceito socialmente. Essa relação que se dá numa "balança social" produz uma ação, que muitas vezes não simboliza nada de liberdade!

felipemaia 7 de agosto de 2008 11:01  

ERRATA!!!!

erro de digitação
em sueprego, lê-se SUPEREGO

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