Costumo achar bem chato pessoas que só sabem falar e pensar no passado. Mas hoje, quando acordei e talvez pela representação do dia, a saudades me pegou com força.
Talvez seja o efeito de algum sonho que tive ou, quem sabe, em razão de alguma conjunção astral. Sei lá. O fato é que acordei com esta tal de saudade.
Tenho saudade de minha infância, de pessoas que passaram por minha vida, de amigos que não vejo há anos e de, principalmente, minha mãe.
Minha mãe. É, acho que no fundo, toda esta saudade é dela.
Às vezes penso o porque dela ter saído tão cedo da festa. De não ter ficado mais um pouco por aqui.
Poderíamos conversar mais, rir mais, contar mais histórias, ouvir mais músicas e ver mais televisão juntos. Sinto falta de pegar o telefone e ligar pra ela. De contar todas as minhas realizações, desilusões e compartilha meus medos. De ouvir suas palavras de conforto. Sinto falta de nossas brigas, quando tentava convencê-la que era, ao meu modo, feliz com a vida que tinha escolhido.
Enfim, a saudade traz apenas perguntas e infelizmente não traz respostas.
Aliás, na sua essência, a saudade traz um único questionamento, que se repete das mais diferentes formas:
Por que você foi tão cedo?
ou
Por que não ficou mais comigo?
Felizmente, a saudade também traz o prazer da memória. Seja da comunhão, de algum encontro, de alguma ligação profunda que pode ter se estendido no tempo, mas que pode, também, ter sido fortuita e efêmera.
Sei lá... Não sou nenhum especialista em saudade. Não sou um teórico. Sou apenas alguém que acordou com este sentimento. Alguém que está tentando falar, a despeito do nó na garganta.
É... A saudade é nó também. Nó daqueles que nem criança e nem gente grande consegue desatar.
Domingo. Dia das mães. Um forte abraço de urso para todos que, assim como eu, não tem mais a sua do lado pra comemorar essa data. :)
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